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CNI: medo do desemprego tem maior retração desde 1996

sexta-feira, 11 de janeiro 2019

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Em dezembro de 2018, o Índice do Medo do Desemprego caiu para 55 pontos e ficou 10,7 pontos abaixo do registrado em setembro do ano passado. A queda de 10,7 pontos entre setembro e dezembro é a maior desde maio de 1996, quando começou a série histórica, informou a pesquisa trimestral Medo do Desemprego e Satisfação com a Vida, divulgada, ontem, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A segunda maior queda, de -8,1 pontos, ocorreu em duas ocasiões, em maio de 2009 e em outubro de 1997.

O levantamento aponta que o resultado positivo reflete o otimismo e confiança que a maioria da população deposita no novo governo, e também a percepção crescente de superação da crise econômica, com perspectiva de aumento do crescimento econômico e queda do desemprego.

Na análise por regiões, o medo do desemprego se deu de forma generalizada no País. O Nordeste, por exemplo, apresentou retração de 9,8 pontos, a segunda menor registrada, atrás, apenas, do Sudeste, que apresentou a menor retração no período: -8,3 pontos. A maior retração se observou na região Sul, com queda de 16,9 pontos entre setembro de dezembro de 2018. As regiões Norte e Centro-Oeste, analisadas em conjunto por questão de amostragem, apresentaram a segunda maior queda no indicador, de 12,9 pontos.

Comportamento
O medo do desemprego também se retraiu mais entre os brasileiros que possuem maior renda familiar. Entre aqueles cuja renda é superior a cinco salários mínimos, o medo do desemprego caiu 16,2 pontos, percentual que passa para -10,2 entre os que possuem renda familiar entre dois e cinco salários mínimos, -10,6 para os com renda familiar entre um e dois salários mínimos e chega a -7,3 entre os que possuem renda familiar de até um salário mínimo. “É necessário destacar que o nível do medo do desemprego é historicamente menor quanto maior a renda familiar dos brasileiros, então o medo está caindo mais para aqueles que já possuem medo mais baixo, ampliando a diferença”, destacou a CNI, em nota.

O índice de satisfação com a vida apresentou alta de 2,7 pontos entre setembro e dezembro de 2018, maior alta da série iniciada em maio de 1999. A segunda maior alta ocorreu em setembro de 2016, quando subiu 2,5 pontos. A região Nordeste apresentou o segundo maior aumento na satisfação com a vida: 3 pontos entre setembro e dezembro de 2018. O primeiro maior aumento pertence à região Sul, com 3,6 pontos. Entre as demais, aparecem, em seguida, as regiões Sudeste, com 2,7 pontos; e Norte e Centro-Oeste, que apresentaram o menor crescimento da satisfação com a vida no período: 1,5 pontos.

“O otimismo aumentou, mas não podemos esquecer que a retomada da economia se mostra muito lenta e o desemprego continua elevado”, afirma o gerente-executivo de Pesquisas da CNI, Renato da Fonseca. Ele explica que a queda do medo do desemprego ajudará a incrementar o consumo e, consequentemente, a produção. A última edição da pesquisa ouviu 2 mil pessoas em 127 municípios, entre 29 de novembro e 2 de dezembro do ano passado.

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