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Comércio eletrônico fatura R$ 2,2 bi no Dia das Mães

terça-feira, 14 de maio 2019

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O e-commerce faturou R$ 2,2 bilhões no Dia das Mães em 2019, alta nominal de 5% na comparação ante ao mesmo período do ano anterior – e o maior valor registrado em 10 anos, sendo, nesse intervalo, registrados crescimentos anuais e sucessivos. O número de pedidos aumentou 20%, para 5,5 milhões, enquanto o tíquete médio registrou retração de 12%, para R$ 402, segundo informações, divulgadas, ontem, pela Ebit|Nielsen, referência em informações sobre o comércio eletrônico brasileiro. O levantamento compreende as compras realizadas entre os dias 27 de abril e 11 de maio de 2019.
“Podemos observar com os resultados que, apesar de maior participação online, os brasileiros estão mais cautelosos nos gastos. Eles procuram manter o orçamento livre de dívidas, deixando para desembolsar mais nas vésperas da data, após pagamento das contas. Não podemos dizer que esse é um comportamento definitivo, mas um indicador, que será confirmado ou não no decorrer do ano. A dica para os varejistas é se preparar para atender de forma criativa essa demanda de última hora no mundo online-conectado.”, diz a head de Ebit|Nielsen, Ana Szasz.
De acordo com estimativas da empresa, o período do Dia das Mães pode corresponder a 3,6% dos R$ 61,2 bilhões previstos em faturamento pelo e-commerce em 2019, sendo a segunda data comemorativa mais importante para o calendário do varejo nacional (perde apenas para Natal, que compreende Black Friday). Moda e Acessórios, Perfumaria e Cosméticos e Casa & Decoração foram as categorias mais compradas com a intenção de presentear. O ranking do faturamento, por sua vez, foi liderado por Eletrodomésticos, Telefonia/Celulares e Casa & Decoração.

Varejo
Já no varejo tradicional, a lenta recuperação da economia frustrou a expectativa de um crescimento mais vigoroso para o Dia das Mães de 2019. O volume de vendas a prazo, na semana anterior à data (entre os dias 5 a 11 de maio) apresentou uma pequena alta de 0,11% na comparação com o mesmo período do ano passado, informaram, ontem, a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Este ano, mais da metade (65%) dos consumidores planejavam pagar os presentes à vista em vez de parcelar as compras. Em 2018, as vendas haviam crescido 4,36%, após acumularem três anos consecutivos de queda: -0,91% (2017), -10,88% (2016) e -2,82% (2015), respectivamente.
Na avaliação do presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, o resultado reflete o cenário de dificuldades para a consolidação da retomada da economia. “Ainda há muitos obstáculos a serem enfrentados, o que de certa forma vem frustrando a expectativa de uma recuperação mais forte no volume de vendas em datas comemorativas. E esse crescimento tímido nos resultados do Dia das Mães, segunda data mais importante para o comércio, não foi suficiente para retornarmos ao patamar de crescimento anterior à crise econômica”, destaca Pellizzaro Junior.

Retração
Nos shoppings, o resultado foi de queda. De acordo com dados disponibilizados pela Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), o Dia das Mães, teve alta de 4%, mas no fluxo de pessoas ante a 2018 – o que, consequentemente, elevou a quantidade de vendas nas lojas. No entanto, os consumidores gastaram 5% a menos do que no ano passado. “Esta queda faz referência a menor predisposição que o consumidor estava em fazer dívidas, especialmente em carnês e cartões de crédito. Logo, com uma maior quantidade de vendas realizadas, mas um gasto consideravelmente menor, o ticket médio nas lojas também sofreu queda: 10% menor em relação a 2018”, destacou a entidade.
De acordo com o diretor institucional da Alshop, Luís Augusto Ildefonso da Silva, a queda de 5% foi causada pela situação econômica na qual o Brasil vem passado. “Aquelas pessoas que já conseguiram melhorar o seu nível de endividamento não querem assumir novos riscos, logo, na compra de algum presente, procuraram aliar à sua disponibilidade de gasto menor”, comentou.

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