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CSP projeta expandir em 20% a produção em 2018

quinta-feira, 07 de dezembro 2017

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A Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) projeta um crescimento de 20% no nível de produção em 2018. Ela vai encerrar 2017 atingindo o volume de 3 milhões toneladas de aço produzidas desde o início dos testes da usina, em junho de 2016, e embarcadas para exportação via Porto do Pecém – superando a expectativa inicial de fechar o período com o montante de 2,7 milhões de toneladas de placas exportadas.

O bom resultado operacional foi possível pela combinação do incremento do processo produtivo e fatores relacionados à infraestrutura do Estado, que refletem as operações da Cearáportos e da Zona de Processamento de Exportação do Ceará (ZPE Ceará). A melhoria no cenário da indústria nacional e aumento na demanda internacional por aço, este ano, também contribuíram para a CSP superar as expectativas de vendas.

A demanda mundial por aço deve encerrar 2017 com um crescimento de 7% em relação a 2016, com 1,622 bilhão de toneladas, de acordo com a Associação Mundial do Aço (WSA, sigla em inglês). Para 2018, a expectativa é de uma alta de 1,6% na demanda da commodity, chegando a 1,640 bilhão de toneladas. A expectativa é de que China, Estados Unidos e União Europeia, entre outras economias desenvolvidas, continuem apresentando crescimento na demanda por aço em 2018. “Queremos chegar à nossa capacidade nominal de 3 milhões de toneladas de placas de aço em 2018. Como este ano deveremos encerrar com cerca de 2,5 milhões, deveremos ter um crescimento de 20% no ano que vem”, explicou o CEO da companhia, Eduardo Parente.

Eficiência
Ele afirma que, após o sucesso na implantação do projeto, bem como o rápido comissionamento da CSP, a conjuntura atual do mercado siderúrgico demanda da siderúrgica esforços constantes, entre eles a redução de custos e os ganhos de produtividade. “A CSP segue trabalhando continuamente para otimizar seus processos internos, tendo em vista que tem uma planta industrial nova. Os desafios vêm sendo trabalhados diariamente com o empenho das equipes, suas lideranças e tecnologia de ponta da planta”, ponderou o executivo.

Sobre logística externa, ela afirma que estas vêm sendo superadas em parceria com a Cearáportos. “Estamos em um cenário muito melhor do que antes, seguimos observando o mercado, com o propósito firme de produzir placas de aço de qualidade, de forma segura, cuidando das pessoas e com as melhores práticas ambientais”, afirmou Parente.

Balanço
A CSP produziu 231.382 toneladas de placas de aço (94.981 placas) no mês passado. Nas exportações, a empresa embarcou 230.004 toneladas de placas de aço, em novembro, chegando a um total de 2.984.343 toneladas exportadas desde o início de seu comissionamento em 2016. A CSP informou que já exporta para 18 países: Alemanha, Argentina, Áustria, Canadá, China, Coreia do Sul, EUA, Hungria, Indonésia, Itália, Marrocos, México, Reino Unido, República Tcheca, Romênia, Tailândia, Taiwan e Turquia. Também destina placas para o mercado interno (Brasil).
O impacto positivo da operação da CSP na economia do Estado já é significativo. No acumulado do ano da balança comercial do Ceará (janeiro-outubro), as exportações atingiram o volume de US$ 1.654.089.830, uma variação de 69,9% em relação ao ano anterior, ao passo que as importações caíram 38,7%. Somente no mês de outubro, as exportações atingiram o total de US$ 187,5 milhões. Com isso, o impacto da CSP no PIB estadual já chega aos 12%.

A balança comercial do produto semimanufaturado de ferro ou aço não ligado (SH 7207) teve uma variação positiva de 916,2% entre janeiro a outubro de 2017, comparados com igual período de 2016, saltando de US$ 79.456.507 para US$ 807.427.610, o que demonstra uma mudança de perfil da pauta exportadora do Ceará. O produto em questão representa um crescimento de 40,6% de participação do total exportado pelo Estado em 2017, até outubro, na mesma base de comparação com 2016.

A participação cearense no total comercializado pelo Brasil no período é de 0,9% no acumulado do ano, frente a 0,64% em igual período de 2016. Os dados têm como fonte o relatório “Exportações de produtos semimanufaturados de ferro ou aço” produzido pelo Centro Internacional de Negócios (CIN), da Fiec. Com isso, o Ceará se posicionou na 14ª colocação no ranking dos estados exportadores brasileiros em 2017. Em termos de indicadores de crescimento, o Estado registrou a terceira maior alta percentual no País com 69,9%, bem acima da média nacional, de 19,9%. São Gonçalo do Amarante, onde a CSP está localizada, lidera a lista dos dez maiores exportadores com US$ 867 milhões (aumento de 611,6%), representando mais da metade da pauta exportadora.

Atividade eleva postos de trabalho e qualificação
O Ceará está entre os cinco estados brasileiros com maior quantidade de empregos gerados na siderurgia, atrás apenas de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo. De 2006 a 2015 houve uma alta de 767,3% na geração de vagas de trabalho no setor, segundo dados do Escritório Técnico de Estudos Econômicos (Etene) do Banco do Nordeste (BNB). O resultado está relacionado à implantação da CSP, primeira usina integrada do Nordeste. Até agora, a siderúrgica gera 17.444 empregos, entre diretos, indiretos e terceirizados.

Por ser a primeira siderúrgica do gênero na região, a CSP é responsável pelo surgimento de novas profissões na indústria cearense, que já impactam positivamente no PIB do Estado, tais como operadores e profissionais de manutenção em pátio de matérias-primas siderúrgicas, alto-forno e planta de tratamento de gás (GTP). No aspecto de formação de mão de obra, a expectativa é de fechar 2017 com a média de treinamento/ano por empregado de 55 horas.

O investimento em capacitação de colaboradores totalizou, até o momento, um aporte de R$ 185 milhões em treinamento e desenvolvimento contínuo de mão de obra, maior que em outros estados e até fora do País, segundo a companhia. O montante inclui treinamentos em segurança do trabalho, formação de operadores em parceria com o Senai-CE, treinamento operacional e sistemas de controle, treinamento em ambientação de novos operadores em outras siderúrgicas do brasileiras, transferência de tecnologia da Coreia do Sul e treinamentos de supervisores na Indonésia.

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