quarta-feira, 23 de janeiro de 2019.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

"você jamais será livre sem uma imprensa livre." - Venelouis Xavier Pereira

Diferença salarial entre homens e mulheres é menor

quarta-feira, 25 de setembro 2013

Imprimir texto A- A+

No Brasil, ainda persiste a diferença salarial entre homens e mulheres. No entanto, essa realidade é diferente quando fala-se em pequenos negócios, onde a desigualdade vem diminuindo. Nas micro e pequenas empresas (MPE’s) – aquelas que faturam até R$ 3,6 milhões por ano –, homens ganham em média 24% mais do que as mulheres, enquanto nas médias e grandes companhias, os homens ganham 44% a mais do que as mulheres.

A desigualdade caiu dois pontos percentuais nas micro e pequenas empresas, na última década, ao mesmo tempo em que cresceu seis pontos percentuais nas médias e grandes. Elas representam quase 40% dos 15,5 milhões de trabalhadores com carteira assinada nas MPE’s. Essa amostragem faz parte de estudo elaborado pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) em parceria com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), e que analisou as informações dos empreendimentos, comandados por homens e mulheres, entre os anos 2001 e 2011.

O presidente do Sebrae, Luiz Barretto, destaca o avanço das mulheres no mercado de trabalho. “Eu acredito e sou otimista. As mulheres vieram para ficar e cada vez conquistarão um espaço maior. Começaram pelas pequenas e chegarão às grandes”, afirmou.

FATOR PORTE

Barretto atribui o fator porte das empresas a essa diferença salarial. “Nas grandes corporações, a estrutura organizacional é maior e nem sempre as mulheres ocupam cargos mais altos na hierarquia. Já nos pequenos negócios, o acesso às decisões é mais facilitado e a convivência com os donos das empresas, mais próxima”, acredita Barretto. Ainda segundo ele, nas micro e pequenas empresas os funcionários acompanham mais de perto o que acontece nos empreendimentos.

Ainda de acordo com o Anuário das Mulheres, a remuneração média das trabalhadoras das micro e pequenas empresas cresceu mais do que a do público masculino. Entre os anos de 2000 e 2011, o salário médio real das mulheres aumentou 21%, enquanto que entre os homens o crescimento foi de 18%.

Esse é o caso da metalúrgica carioca Maemfe, criada em 1985. A empresa tem no seu quadro funcional alguns exemplos interessantes de funções desempenhadas por homens e mulheres com a mesma qualidade e gratificação.  Entre eles, está o cargo de soldador e desenhista Cadista (profissional que transpõe um projeto para a linguagem do computador), geralmente, desempenhado pelo sexo masculino.  De acordo com o sócio Jorge Dobao, “o gênero não entra na avaliação, apenas o currículo”.

MASSA SALARIAL

A participação na massa salarial também seguiu a mesma tendência. A soma das remunerações femininas aumentou 250% e dos homens 194%. O público feminino também entrou mais no mercado de trabalho durante esse mesmo período, uma vez que a quantidade de trabalhadoras, nas micro e pequenas empresas, mais que dobrou – cresceu 108% –, enquanto a de trabalhadores homens aumentou 67%, segundo o levantamento do Sebrae/Dieese. 

Instagram

[instagram-feed]

Facebook

Twitter