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Endividamento das famílias tem nova alta em agosto, afirma CNC

quinta-feira, 06 de setembro 2018

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O percentual de famílias que relataram ter dívidas apresentou a segunda alta seguida de 2018, ao registrar 60,7%, acompanhando o movimento anterior de julho – quando a proporção era de 59,6%. No período, também avançou o percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso, atingindo 23,8% do total. Na comparação anual, os indicadores melhoraram, já que, em agosto de 2017, o endividamento foi de 61,2% e a inadimplência foi de 10,6%. As informações constam da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada, ontem, pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Ainda com relação ao nível de atrasos nos pagamentos, outro índice que também avançou sobre o mês de julho – no caso, o percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso e que, portanto, permaneceriam inadimplentes, que atingiu 9,8%. O índice ficou em 9,8%, apresentando, porém queda sobre os 10,6% de agosto de 2017. “Apesar do aumento pontual, o indicador permaneceu em patamar inferior ao do ano passado, refletindo ritmo menor de recuperação do consumo das famílias e maior cautela na contratação de novos empréstimos e financiamentos”, diz a economista da CNC Marianne Hanson.

Faixas de renda
O número de famílias endividadas, sobre julho último, apresentou tendências semelhantes entre as faixas de renda pesquisadas, na comparação mensal, enquanto que, na comparação anual, houve queda apenas entre as famílias da faixa de renda inferior. Para as famílias que ganham até dez salários mínimos, o endividamento alcançou 61,7% em agosto de 2018 – superior aos 60,8% observados em julho de 2018, mas inferior aos 62,9% de agosto de 2017. Para as famílias com renda acima de dez salários mínimos, o percentual passou de 54,1% em julho de 2018 para 56% em agosto de 2018. Em agosto do ano passado, o percentual de famílias com dívidas nesse grupo de renda também era de 52,7%.
O percentual de famílias inadimplentes apresentou tendências semelhantes entre os grupos de renda pesquisados, nas duas bases de comparação, mensal e anual. Na faixa de menor renda, o percentual de famílias com contas ou dívidas em atraso passou de 26,7% para 26,8% entre julho e agosto últimos – voltando a igual patamar de junho. Nessa faixa de renda, em agosto de 2017, 29% das famílias haviam declarado ter contas em atraso. Já no grupo com renda superior a dez salários mínimos, o percentual de inadimplentes alcançou 10,9% em agosto de 2018, ante 10,8% em julho de 2018 e 12,4% em agosto de 2017.

Quanto às famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas em atraso apresentou comportamentos semelhantes entre os grupos, na comparação anual. Na faixa de maior renda, o indicador alcançou 4% em agosto de 2018, ante 3% em julho de 2018 e 4,7% em agosto de 2017. Para o grupo com renda menor, houve alta de 11,2% (julho) para 11,3% (agosto), enquanto que, sobre agosto do ano passado, houve queda de 0,6%.

Tempo médio
A CNC aponta, ainda, que o tempo médio de atraso foi de 64,4 dias em agosto de 2018 – abaixo dos 64,7 dias de agosto de 2017. O tempo médio de comprometimento com dívidas entre as famílias endividadas foi de 7,1 meses, sendo que 24,5% delas estão comprometidas com dívidas até três meses, e 32%, por mais de um ano. Ainda entre as famílias endividadas, a parcela média da renda comprometida com dívidas diminuiu na comparação anual, passando de 29,8% em agosto de 2017 para os atuais 29,6%, e 20,5% delas afirmaram ter mais da metade de sua renda mensal comprometida com pagamento de dívidas.

O cartão de crédito, modalidade preferida dos brasileiros, segue como um dos principais tipos de dívida, por 76,8% das famílias endividadas, seguido por carnês (14,2%), e, em terceiro, por financiamento de carro (10,4%). Para as famílias com renda até dez salários mínimos, cartão de crédito (77,9%), carnês (15,4%), e financiamento de carro (8,5%), são os principais tipos de dívida apontados. Já para famílias com renda maior, os principais tipos de dívida apontados, em agosto, foram: cartão de crédito (72,8%), e financiamentos de carro (19,7%) e de casa (18,7%). O levantamento é apurado mensalmente pela CNC desde janeiro de 2010. Os dados são coletados em todas as capitais dos estados e no Distrito Federal, com cerca de 18 mil consumidores.

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