domingo, 16 de junho de 2019.
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Especialistas do CE elevam pessimismo sobre economia

quinta-feira, 13 de junho 2019

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No terceiro bimestre de 2019, em continuidade ao ceticismo observado no bimestre anterior, a percepção negativa dos especialistas em economia do Ceará piorou. Entre os meses de maio e junho, a confiança recuou, pelo segundo bimestre seguido e de forma mais intensa, com queda de 18,2% – após retração de 11,8% entre março e abril, segundo o Índice de Expectativas dos Especialistas em Economia (IEE), iniciado em maio de 2014. O levantamento foi divulgado, ontem, pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio-CE), juntamente com Conselho Regional de Economia (Corecon), que ouviu 100 especialistas no Estado, de diferentes setores.

Entre maio e junho, o otimismo desceu de 105,4 para 86,2 pontos, devido à piora dos nove indicadores analisados. Apesar da queda generalizada do otimismo em todos os indicadores, dois deles ainda permaneceram em patamar otimista (acima de 100 pontos), no terceiro bimestre de 2019 (maio-junho). Nessa situação estão a gastos públicos (123,6 pontos) e oferta de crédito (104,9) – contra 124,1 e 115,5 anteriores, respectivamente. Na comparação com o levantamento anterior, saltou de três para sete a quantidade de variáveis que estão no pessimismo – abaixo de 100 pontos.

Ceticismo
O 31º levantamento da série bimestral mostra, ainda, que o maior pessimismo dos analistas está com relação a salários reais (de 63,2 para 44,4 pontos). Na sequência, estão taxa de câmbio (de 90,8 para 63,2 pontos), nível de emprego (112,6 para 79,9 pontos), taxa de inflação (de 94,8 para 85,4 pontos), evolução do PIB (144,8 para 90,3 pontos), taxa de juros (de 100 para 91 pontos) e cenáruio internacional (102,9 para 93,1 pontos).

Conforme a metodologia, cada uma das variáveis analisadas gera três índices: de percepção presente, futura e de expectativa geral. Considerando a soma das variáveis, o índice geral recuou da 30ª para a 31ª pesquisa, ao passar de 105,4 para 86,2 pontos. A pesquisa mostra, ainda, que o otimismo dos analistas sobre o comportamento futuro das variáveis também reduziu, transforando o otimismo anterior em pessimismo, ao passar de 116,5 para 97,7 pontos (queda de 16,1%), acompanhando a queda anterior, de 11,1%. Além disso, cabe destacar que a percepção sobre o desempenho presente das variáveis – que teve a maior queda proporcional (-12,6%) no bimestre anterior – seguiu recuando, mas de forma mais intensa, com -17,4%, alcançando 77,9 pontos contra os 94,4 da pesquisa anterior, a pior pontuação entre os três índices analisados.

Conforme o estudo, as expectativas movem os agentes econômicos impactando, positivamente ou negativamente, o comportamento das diversas variáveis econômicas como consumo, investimento, poupança, taxa de juros, dentre outras. Ao mesmo tempo, o desempenho positivo ou negativo das variáveis, índices e indicadores econômicos interfere na percepção dos diversos agentes econômicos. Assim, “as expectativas são, a um só tempo, causa e consequência do comportamento econômico”, informa a pesquisa.

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