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Estudo diz que 12% das empresas familiares sobrevive à terceira geração

sexta-feira, 10 de agosto 2018

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As empresas familiares são o pilar da economia brasileira, representando 80% das companhias existentes no País e contribuindo com 50% do PIB nacional. Apesar dos números relevantes, apenas 12% desses negócios sobrevivem após a terceira geração familiar assumir a gestão, segundo dados da Pesquisa de Empresas Familiares no Brasil, da PWC. O planejamento sucessório passou a ser peça-chave para manter o funcionamento dessas companhias.

Como forma de preencher essa lacuna no processo de sucessão das empresas, a Amcham Belo Horizonte tem realizado ações e eventos para debater o tema. “Cerca de um terço das pequenas e médias empresas mineiras são familiares, dessa forma, sabemos que em algum momento vão precisar trabalhar a sucessão dentro dos seus negócios e quando isso acontecer, deverão estar preparados”, explicou o superintendente da entidade, Rafael Carvalho.

Segundo ele, para garantir a continuidade das empresas familiares, alguns passos são essenciais. “O primeiro é criar um planejamento de sucessão, adequando os principais agentes do processo como a família, empregados, clientes e fornecedores, além de definir a visão estratégica da empresa. Outro ponto de atenção para os herdeiros é propor inovações e mediá-las com os valores tradicionais da empresa”, orientou Rafael.

Buscar inovações foi uma das primeiras ações que Arthur Rufino tomou ao assumir de seu pai a direção da JR Diesel. Ele contou como foi o processo de sucessão na palestra “Ser antes de ter: preparação para o sucesso”, realizada pela Amcham BH. “Viajei por mais de nove países para conhecer as melhores práticas utilizadas em outros negócios, além de ampliar meu conhecimento sobre o segmento em que atuamos. A ideia é manter a cultura da empresa, mas trazendo inovação”, disse.

Apesar de ter desenvolvido trabalhos para a JR Diesel desde 2003, Arthur Rufino entrou definitivamente para a empresa apenas em 2008 e assumiu o posto de CEO em 2016. Para ele, há uma grande diferença entre as empresas familiares e as demais, pois o fator emocional é muito mais forte.

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