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Fortaleza acumula inflação de 1,88% em abril

sexta-feira, 21 de Abril 2017

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A inflação de Fortaleza vem crescendo ininterruptamente em 2017. Pela quarta vez seguida, embora com menor força em março (0,57%), o IPCA-15 da Capital – índice que mede a prévia da inflação oficial do País –, chegou a 0,07%. O índice está bem abaixo do registrado em abril de 2016 (0,74%), fazendo o acumulado em 12 meses, até abril, cair para 6,32% – contra os 7,03% até março –, mas, ainda assim, mantém o maior índice nacional, superando o teto da meta do Governo, de 6,5% neste ano. No primeiro quadrimestre, a inflação acumulada é de 1,88%, a segunda maior do País – perdendo, apenas, para o Rio de Janeiro (1,95%).

O índice foi divulgado, ontem, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De março para abril, o grupo tubérculos, raízes e legumes registrou um avanço de 10,63%, na capital cearense, com destaque para os reajustes do tomate (22,68%), batata inglesa (10,84%) e cenoura (0,14%), enquanto a cebola caiu 2,09%. Em seguida, entre as maiores elevações, estão consertos e manutenção (8,79%); combustíveis domésticos – por conta da alta do gás de cozinha (botijão) –, com 3,22%; e pescados (3,12%) – com destaque para as elevações observadas em tilápia (4,86%) e salmão (3,12%), ainda em virtude da Semana Santa.
O grupo alimentação, essencial nos lares brasileiros, continuou pressionando os preços, ao avançar 0,11% na Capital, sendo que a alimentação em casa atingiu 0,25%. Mesmo com o recuo dos feijões mulatinho (-2,36%) e carioca (-0,97%). Além do arroz (0,2%), contribuiu para a elevação mensal do indicador o feijão fradinho, com alta de 0,87% no período. Já entre as principais reduções, por grupos, estão combustíveis (veículos), com -5,43%; eletrodomésticos e equipamentos (-2,46%); energia elétrica residencial (-2,25%); e frutas (-2,19%).

Destaques
Considerando categorias, as que mais subiram, nos primeiros quatro meses do ano, segundo o IBGE, foram tubérculos, raízes e legumes (15,72%) – em que se destacam o tomate (39,97%), cenoura (29,07%), e cebola (9,93%) –; frutas (13,36%) – com destaque para banana prata (35,36%), laranja pera (32,53%) e melancia (8,46%) –; transporte público (12,26%); cursos regulares (8,64%); pescados (7,58%); educação (7,04%) e cursos, leitura e papelaria (7,04%). Já entre as menores variações estão habitação (0,94%); serviços pessoais (0,92%); enlatados e conservas (0,7%); e combustíveis domésticos (0,63%). Por fim, as maiores retrações ficaram com cereais, leguminosas e oleaginosas (-4,12%); combustíveis (veículos), com -2,72%; roupa infantil (-2,64%); e aves e ovos (-2,37%).
Entre as principais contribuições para a manutenção do índice acumulado em 12 meses, ainda elevado – considerando o fator peso na composição do índice – estão alimentação e bebidas (6,69%); e alimentação no domicílio (6,75%). Em seguida, estão transportes (4,03%) – sendo transporte público (13,5%) e veículo próprio (3,69%) –, com destaque para ônibus urbano (17,8%) e intermunicipal (11,5%), passagem aérea (8,84%) e ônibus interestadual (2,81%). No grupo habitação (7,26%), se destacam os reajustes médio das taxas de água e esgoto (12,03%), aluguel e taxas (6,67%).

Balanço
No País, o IPCA-15 registrou alta de 0,21% em abril. A taxa – apurada entre 12 de março e 12 de abril – é maior que o 0,15% da prévia de março, mas inferior ao 0,51% de abril do ano passado. Esse é o menor percentual para os meses de abril desde 2006 (0,17%), segundo o IBGE. Em 12 meses, a prévia da inflação oficial acumula 4,41%, a mais baixa desde janeiro de 2010 (4,31%). O índice também está abaixo do centro da meta de inflação do Governo Federal, que é 4,5% (em um intervalo entre 2,5% e 6,5%).

Entre os principais responsáveis pela taxa de 0,21% de abril estão saúde e cuidados pessoais – cuja inflação foi de 0,91% –; e os alimentos, que tiveram aumento de preço de 0,31%, de acordo com a prévia do mês. Ao mesmo tempo, os transportes, com uma deflação de 0,44%, e os artigos de residência, com queda de preços de 0,43%, ajudaram a frear a inflação de abril, colaborando para que ela fosse a mais baixa dos últimos 11 anos. As demais classes de despesas tiveram as seguintes taxas na prévia de abril: habitação (0,39%), vestuário (0,44%), despesas pessoais (0,23%), educação (0,14%) e comunicação (0,18%).

O desconto nas contas de luz neutralizou o impacto do acionamento da cobrança maior no consumo de energia elétrica no IPCA-15 de abril, quando as contas de energia registraram estabilidade em relação a março. Apesar do desconto referente ao Encargo de Energia de Reserva (EER), as contas de energia refletiram também parte da introdução das bandeiras amarela (em março) e vermelha (em abril). Além disso, junto com movimentos nas parcelas referentes ao PIS/Cofins em todas as regiões pesquisadas, foi apropriado parte de um reajuste nas tarifas de uma das concessionárias do Rio de Janeiro e redução em outra concessionária.

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