quarta-feira, 17 de julho de 2019.
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Fortaleza encerra 1º semestre com maior elevação do País

quinta-feira, 11 de julho 2019

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Após subir novamente em maio (0,21%), em continuidade ao movimento de altas observadas desde janeiro, a inflação em Fortaleza voltou a subir, de forma mais intensa em junho, com 0,26% – o segundo maior índice mensal do Brasil. Com o novo resultado, o IPCA da Capital – índice que mede a inflação oficial do País –, fechou o primeiro semestre com alta acumulada de 3,31%, sendo a maior variação nacional, enquanto que a média do País avançou 2,23%. Já o acumulado em 12 meses, até junho, registra avanço de 3,85% – a terceira maior variação acumulada do País –, vindo a ficar, também, acima da média nacional, de 3,37%. O índice foi divulgado, ontem, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No período de janeiro a junho, considerando as categorias que mais subiram, em Fortaleza, estão tubérculos, raízes e legumes, com 33,76% – com destaque para cenoura (57,93%), tomate (52,1%) e batata inglesa (29,93%); cereais, leguminosas e oleaginosas (10,4%) – categoria impactada pela disparada dos feijões carioca (41,28%) e mulatinho (40,52%) –; e energia elétrica residencial (10,28%). Já entre as menores variações, estão transporte público (4,79%) – impulsionado pelos reajustes das tarifas de ônibus urbano da Capital (6,04%), enquanto houve queda em ônibus interestadual (-15,24%) e passagem aérea (-13,32%) –; saúde e cuidados pessoais (4,71%); alimentação no domicílio (4,14%); serviços de saúde (3,93%); carnes (3,67%) – em que se destacam peito (7,88%) e costela (7,47%) –; alimentação e bebidas (3,42%) entre outros.

Entre as principais contribuições para a elevação do índice acumulado, em 12 meses, terminados em junho (3,85%) – considerando o fator peso na composição do índice –, estão alimentação e bebidas (4,55%); e alimentação no domicílio (4,97%). Enquanto isso, os transportes subiram 2,13% – sendo transporte público (6,05%) e veículo próprio (3,22%) –, com destaque para passagem aérea (10,8%), ônibus urbano (6,04%), intermunicipal (9,83%) e interestadual (2,21%). No grupo habitação (4,62%), destacam-se os reajustes médio das taxas de água e esgoto (15,84%) e aluguel e taxas (7,53%).

Comportamento
De maio para junho, o grupo tubérculos, raízes e legumes apresentou a maior elevação mensal, de 3,21%, com destaque para cebola (10,47%) e tomate (6,87%). Ainda entre as principais altas estão aves e ovos (2,89%); transporte público (2,04%) – impulsionado pelo encarecimento de passagem aérea (20,95%) e ônibus intermunicipal (7,91%) –; leite e derivados (1,93%) – em que pesaram o leite longa vida (5,08%) e creme de leite (2,71%) –; e hortaliças e verduras (1,71%). O grupo alimentação, essencial nos lares brasileiros, avançou na passagem mensal, contrariando o comportamento observado em maio (-0,39%). Segundo o IBGE, houve elevação de 0,64% na Capital, sendo que a alimentação em casa atingiu 0,74%.

Por outro lado, o grupo frutas registrou a maior queda, com -4,81%, com destaque para as quedas em maracujá (-12,7%) e laranja pera (-10,28%); seguido por combustíveis (veículos), com -3,23% – com quedas em gasolina (-3,66%), óleo diesel (-1,92%) e gás veicular (-0,43%) –; e energia elétrica residencial (-2,57%). Em seguida, entre as menores retrações, estão os grupos combustíveis e energia (-1,65%); joias e bijuterias (-1,15%); artigos de residência (-1,06%); e cereais, leguminosas e oleaginosas (-0,76%) – cujos destaques foram os feijões carioca (-16,07%) e mulatinho (-4,81%).

Por subitens, ainda na passagem mensal, destacam-se, entre as maiores elevações, na capital cearense, as altas de passagem aérea (20,95%), cebola (10,47%), ônibus intermunicipal (7,91%), tomate (6,87%) e goiaba (6,34%). Por outro lado, segundo o IBGE, as maiores retrações, no período analisado, foram registradas em itens como feijão carioca (-16,87%), maracujá (-12,7%), laranja pera (-10,28%) e mamão (-8,89%).

Brasil
No País, com queda nos preços dos combustíveis e dos alimentos, a inflação recuou em junho para 0,01%, sendo 0,12 % abaixo do registrado no mês anterior. Foi a menor taxa de inflação desde novembro de 2018, quando a inflação fechou em queda de 0,21%. Em 12 meses, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo, a taxa de inflação oficial) ficou em 3,37%, a menor desde maio de 2018. A meta do Banco Central é 4,25%, com margem de 1,5% para cima ou para baixo.

Foi o segundo mês seguido de desaceleração, após um início de ano com o IPCA pressionado justamente por combustíveis e alimentos. Em junho, as maiores contribuições negativas vieram dos grupos Alimentação e bebidas e Transportes (-0,25% e -0,31%, respectivamente). De acordo com o IBGE, a deflação do grupo transportes foi provocada por queda de 2,41% no preço dos combustíveis, com destaque para a gasolina (-2.04%).

Segundo o IBGE, houve dflação em sete das 16 cidades pesquisadas, inclusive São Paulo – em maio, haviam sido apenas duas. “É praticamente uma estabilidade”, disse o economista do IBGE, Fernando Gonçalves, ressaltando que foi o sexto menor índice desde 1995. Além dos impactos de gasolina e alimentos, ele diz que a situação econômica contribui para o cenário de inflação mais baixa. “As famílias estão endividadas, a reposição do mercado de trabalho vem por conta da informalidade, o que não dá segurança. Então, as pessoas concentram seus gastos naquilo que é essencial: transporte, moradia e alimentação”, afirmou.

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