domingo, 15 de julho de 2018.
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Guerra comercial eleva pressão sobre o dólar

quinta-feira, 12 de julho 2018

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A expectativa de que os Estados Unidos sobretaxarão produtos chineses e a ameaça de retaliação por Pequim encerraram os dias de certa calmaria do mercado financeiro. Ontem, dólar avançou sobre as principais moedas, e as Bolsas mundiais fecharam em queda.

O dia pode ser bem descrito como de aversão de investidores ao risco, quando eles preferem comprar dólares a manter aplicações em ativos considerados mais arriscados, como moedas de países emergentes ou investimentos em Bolsas de Valores. Isso apenas um dia depois de relatos de que a disputa entre as duas maiores economias do mundo já não parecia tão grave.

Na última terça (10), após o fechamento do mercado, os Estados Unidos anunciaram tarifas sobre mais de US$ 200 bilhões em produtos importados da China, menos de uma semana depois de colocar em vigor a sobretaxa sobre US$ 34 bilhões em itens importados do país asiático. “Difícil prever o desfecho dessas tensões, mas acreditamos que há uma perda de dinamismo global, fluxos de capitais menos intensos, com correção de preços dos ativos e uma possível ‘guerra cambial’. Efeito sobre confiança e decisões de investimentos também tende a ser negativo”, relatou a equipe de economistas do Bradesco, em relatório.

O dólar avançou mais de 2% e fechou a R$ 3,882 um dia depois de fechar abaixo dos R$ 3,80 pela primeira vez em duas semanas. Considerando 24 divisas emergentes, a moeda americana avançou sobre 23 delas, bem como sobre as 16 principais moedas mundiais.

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