29 C°

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

"você jamais será livre sem uma imprensa livre." - Venelouis Xavier Pereira

Inadimplência no NE avança e atinge 40,9% em setembro

quarta-feira, 11 de outubro 2017

Imprimir texto A- A+

Enquanto o volume de brasileiros com contas em atraso e registrados nos cadastros de devedores apresentou um novo recuo no último mês de setembro, a sétima queda consecutiva, o Nordeste avançou. A região é a segunda com maior número absoluto de devedores, com 16,38 milhões de negativados, ou 41% da população – enquanto que, em agosto, esses números eram de 16,32 milhões ou 40,08%, segundo dados divulgados, ontem, pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

Apesar da alta, é na região Sudeste em que se concentra a maior quantidade de consumidores com contas em atraso, em termos absolutos: 24,32 milhões – número que responde por 37% do total de consumidores que residem nesses Estados, seguida pelo Nordeste. Em terceiro lugar, aparece o Sul, com 7,98 milhões de inadimplentes (36% da população adulta). Já em termos proporcionais, destaca-se o Norte, que, com 5,41 milhões de devedores, possui 46% de sua população adulta incluída nas listas de negativados, o maior percentual entre as regiões pesquisadas. O Centro-Oeste, por sua vez, aparece com um total de 4,98 milhões de inadimplentes, ou 43% da população.

Brasil
Enquanto isso, no Brasil, houve uma retração de -0,89% na quantidade de inadimplentes na comparação entre setembro deste ano com igual mês do ano passado. Na comparação mensal, ou seja, entre agosto e setembro, o indicador apresentou queda de 0,13%. O SPC Brasil e a CNDL estimam que o Brasil encerrou setembro com aproximadamente 59,1 milhões de brasileiros com alguma conta em atraso e com o CPF restrito para contratar crédito ou fazer compras parceladas. O número representa 39% da população com idade entre 18 e 95 anos.

Outro número calculado pelo SPC Brasil e pela CNDL foi o volume de dívidas em nome de pessoas físicas. Neste caso, a variação negativa foi de -5,06% na comparação anual, e de -0,43% na comparação mensal. Os dados de dívidas abertos por setor credor revelam que, após todos os segmentos mostrarem retração anual do número de pendências por três meses consecutivos, o segmento de água e luz voltou a apresentar alta do indicador, com variação de +3,50%. No comércio houve o recuo mais acentuado: o número de pendências com o segmento caiu -6,00%. Em seguida, aparecem as dívidas com os bancos (-4,41%) e o setor de comunicação (-3,57%).

Em termos de participação, os bancos seguem como os maiores credores do total de dívidas em atraso no país, concentrando 48% do total. Aparecem, em seguida, o setor de comércio, com 19% do total e o setor de comunicação (15%). Água e luz concentram 8,14% das pendências.

Avaliação
Para o presidente da CNDL, empresário cearense Honório Pinheiro, ao explicar a conjuntura nacional, observou que a estimativa tem se mantido estável desde o início de 2016, sem mostrar variações significativas. “Isso acontece porque, por um lado, as dificuldades do cenário recessivo fazem crescer o número de devedores, e por outro a maior restrição do crédito e queda na propensão do consumo age na direção contrária, limitando a tomada de crédito e o crescimento da inadimplência”, explicou o dirigente.

Por sua vez, a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, acrescentou que, assumindo que a economia e o consumo irão se recuperar de forma lenta e gradual ao longo dos próximos meses, “a tendência de estabilidade da estimativa deve se manter no período”.
O indicador de inadimplência do consumidor sumariza todas as informações disponíveis nas bases de dados às quais o SPC Brasil e a CNDL têm acesso. As informações disponíveis referem-se a capitais e interior das 27 unidades da federação. A estimativa do número de inadimplentes apresenta erro aproximado de 4%, a um intervalo de confiança de 95%.

outros destaques >>

Facebook

Twitter