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Indústria cearense avança 1,5% em agosto

quarta-feira, 10 de outubro 2018

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A indústria cearense apresentou avanço de 1,5% em agosto. O resultado mensal é o segundo positivo do ano, após recuar 0,2% em julho – que voltou ao campo negativo, contrariando o salto de 6,8% do mês anterior (junho), imediatamente após os efeitos da paralisação dos caminhoneiros, em maio –, em sintonia com a maior parte do País. O resultado mensal do Ceará, em agosto, além do quarto melhor registrado entre os estados, é o terceiro melhor do Nordeste. As informações divulgadas, ontem, constam da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional (PIM-PF), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Feitos os ajustes sazonais, o novo resultado interrompeu, novamente, o movimento negativo de 2018, desde janeiro, da atividade industrial cearense – que em julho assinalou a sexta retração do ano. Apesar do resultado mensal favorável, houve perda anual, já que, na comparação com agosto do ano passado, a indústria cearense recuou 0,5% – a menor retração do País nessa análise –, após julho avançar 1,8%.
O levantamento aponta que, o índice de média móvel trimestral, encerrado em agosto, avançou consideravelmente sobre o resultado anterior, com alta de 2,5% – contrariando a variação negativa de julho (-0,1%) –, mantendo, contudo, o acumulado do ano (janeiro a agosto) em -0,1%, igual patamar registrado até julho. Segundo o IBGE, a taxa anualizada – indicador acumulado nos últimos doze meses, terminados em agosto – passou de 1,8%, em julho, para 1,4%. Nessa análise, o Ceará caiu do nono lugar em altas registradas, em julho, para a décima alta nacional, entre as 14 regiões pesquisadas.

Comportamento
No comparativo dos meses de agosto de 2018 e 2017 –, cinco dos 11 ramos pesquisados apontaram queda no Ceará, cujo indicador negativo foi de 0,5% – contra os 0,3% de retração em julho. As contribuições positivas foram registradas por sete setores: metalurgia (25,7%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos (7%); coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (3,6%); produtos têxteis (2,4%); artigos de vestuário e acessórios (0,8%); e bebidas (0,3%).

Por outro lado, o principal impacto negativo foi registrado em produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (-58,9%). Em menores intensidades, estão, em seguida, produtos de minerais não-metálicos (-8,4%); outros produtos químicos (-7,5%); produtos alimentícios (-5,1%); e couros e fabricação de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-0,5%).
O estudo verifica que, com o avanço mensal, o Ceará recuou a vantagem no acumulado em 12 meses, de 1,8% (julho) para 1,4%. Nessa base, oito dos 11 ramos cresceram, com destaque para produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (22,1%); metalurgia (11,1%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos (9,6%). Outras contribuições vieram de bebidas (8,9%); outros produtos químicos (6,3%); coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (3,6%); produtos têxteis (2,4%); e confecção de artigos do vestuário e acessórios (1,4%). Entre as quedas, estão produtos de minerais não-metálicos (-4,6%); artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-3,6%); e produtos alimentícios (-0,7%).

Balanço
No País, seis dos 15 locais pesquisados tiveram queda na produção industrial de junho para julho deste ano, o que resultou no decréscimo de 0,3% do índice nacional. Os recuos mais acentuados foram observados no Amazonas (-5,3%), Pará (-1,1%), Espírito Santo (-0,9%), São Paulo (-0,9%), Santa Catarina (-0,7%) e Rio de Janeiro (-0,3%). Por outro lado, Mato Grosso (3,0%), Bahia (2,7%) e Pernambuco (2,6%) apresentaram os avanços mais acentuados no mês. Ceará (1,5%), Região Nordeste (1,5%), Rio Grande do Sul (0,8%), Paraná (0,7%), Minas Gerais (0,5%) e Goiás (0,2%) completaram o conjunto de locais com resultados positivos.
Na comparação com igual mês de 2017, a indústria mostrou crescimento de 2% em agosto de 2018, com altas em 11 dos 15 locais pesquisados. Segundo o levantamento, no resultado desse mês, as maiores altas ocorreram no Rio Grande do Sul (12,3%), Pernambuco (11,7%) e Pará (11%), enquanto Amazonas (-6,7%) e Goiás (-4,1%) apresentaram os recuos mais intensos. No ano (de janeiro a agosto), a indústria nacional manteve a alta acumulada até julho, de 2,5%.

Greve dos caminhoneiros traz redução na produtividade
Um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) avaliou o movimento trimestral da produtividade do trabalho do Brasil. No segundo trimestre deste ano, a produtividade do trabalho na indústria de transformação brasileira caiu 3,4%, na comparação com o primeiro trimestre de 2018. O indicador interrompeu a tendência de alta observada desde o segundo trimestre de 2016. O resultado pode ser explicado em razão da greve dos caminhoneiros, que paralisou o transporte de carga rodoviária no último mês de maio.
“A tendência não é manter um crescimento forte, mas esse resultado é atípico, pois refletiu a greve dos caminhoneiros no mês de maio. O que observamos desde o segundo trimestre de 2016 é uma recuperação da produtividade do trabalho na indústria brasileira. Se a gente compara o primeiro trimestre de 2016 com o segundo de 2018, ainda vemos um aumento de 5,5% da produtividade do trabalho na indústria de transformação brasileira”, explica Samantha Cunha.

A previsão para os próximos trimestres é que o indicador de produtividade volte a refletir o aumento da eficiência observado desde o ano de 2016, como observa Renato Fonseca, gerente-executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI: “Não podemos dizer que a tendência mudou, que a indústria deixou de ser eficiente. Estava havendo, de fato, um crescimento, influenciado pela crise econômica, que havia forçado as empresas a ficarem mais eficientes, a reduzir custos, e também forçou o trabalhador a ser mais eficiente para não perder o emprego”, destaca.

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