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Indústria cearense tem alta de 6,8% em junho

sexta-feira, 10 de agosto 2018

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Depois de sentir os efeitos da paralisação dos caminhoneiros, em maio – que afetou a atividade de várias unidades produtivas –, a indústria cearense recuperou as perdas em junho, acompanhando o movimento de alta na maior parte do País. O resultado mensal do setor chegou a 6,8% sobre o mês de maio, sendo essa a primeira elevação de 2018 e a terceira menor registrada em todo o País – atrás, apenas, do Rio de Janeiro (2,2%) e Pará (2,8%). As informações divulgadas, ontem, constam da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional (PIM-PF), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Feitos os ajustes sazonais, o novo resultado interrompeu o movimento negativo de 2018, desde janeiro, da atividade industrial cearense que, em maio assinalou a quinta e maior retração seguida desde janeiro. O resultado também derrubou a perda anual, já que, na comparação com junho do ano passado, a indústria cearense encolheu 3,6% – o quarto pior resultado do País nessa análise –, após maio recuar 9,7%.

O levantamento aponta que, o índice de média móvel trimestral, encerrado em junho, mostrou recuo de 0,4% – acompanhando a variação negativa de maio (-2,4%) –, acumulando, no ano, a alta de 0,3% (até junho), contra 1,1% do mês anterior. Segundo o IBGE, a taxa anualizada – indicador acumulado nos últimos doze meses, terminados em junho – passou de 3%, em maio, para 2,3%. Nessa análise, o Ceará caiu do sétimo lugar em altas registradas, em maio, para a oitava maior alta nacional, entre as 14 regiões pesquisadas.

Comportamento
No comparativo dos meses de junho de 2018 e 2017 –, oito dos 11 ramos pesquisados apontaram queda, no Ceará, cujo indicador negativo foi de 3,6% – contra os 9,7% de queda em maio. As contribuições positivas foram registradas por apenas três setores: bebidas (13,4%), produtos alimentícios (12,1%) e metalurgia (5,9%). Por outro lado, os principais impactos negativos foram registrados em produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (-65,3%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-25,1%); confecção de artigos do vestuário e acessórios (-19,4%); e produtos têxteis (-14,3%). Outros resultados negativos vieram dos ramos de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (-7,3%); outros produtos químicos (5,8%); produtos de minerais não-metálicos (-4,2%); e artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-4,1%).

O levantamento aponta que, apesar da alta mensal, o Ceará recuou a vantagem no acumulado em 12 meses, de 3% (maio) para 2,3%. Nessa base, nove dos 11 ramos cresceram, com destaque para produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (31,8%); outros produtos químicos (16,7%); e metalurgia (10,8%). Outras contribuições vieram de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (7,2%); bebidas (7%); produtos têxteis (1,7%); confecção de artigos do vestuário e acessórios (1,6%); produtos alimentícios (0,7%); e coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (-0,1%). Entre as quedas, estão produtos de minerais não-metálicos (-6,6%); e artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-0,4%).

Balanço
No País, 13 dos 15 locais pesquisados tiveram alta na produção industrial de maio para junho deste ano, de 13,1%. As maiores altas foram no Paraná (28,4%), Mato Grosso (25,6%), Goiás (20,8%), Rio Grande do Sul (17%), Santa Catarina (16,8%), São Paulo (14,8%) e Pernambuco (13,5%). Também houve elevações na Região Nordeste (12,3%), Bahia (11,6%), Minas Gerais (7,1%), Ceará (6,8%), Pará (2,8%) e Rio de Janeiro (2,2%). Já as duas quedas de junho foram no Espírito Santo (-2%) e no Amazonas (-1,1).

Na comparação com igual mês de 2017, a indústria também avançou (3,5%), com 11 dos 15 locais pesquisados apontando taxas positivas. Segundo o IBGE, as maiores altas ocorreram no Pará (13,3%), impulsionada pelas indústrias extrativas (minérios de ferro em bruto ou beneficiados); em Pernambuco (10%), com aumento dos produtos alimentícios, produtos de metal, produtos de minerais não metálicos e máquinas, aparelhos e materiais elétricos; no Paraná (9,7%), com alta de veículos automotores, reboques e carrocerias e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis; e na Bahia (9%), com destaque para veículos automotores, reboques e carrocerias e metalurgia.

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