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Inflação na Capital chega a 1,99% em janeiro

sexta-feira, 09 de Fevereiro 2018

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O ano de 2018 começou com nova alta da inflação em Fortaleza, em continuidade aos sucessivos aumentos de 2017. Em janeiro, o IPCA – índice que mede a inflação oficial do País –, na Capital, acompanhou a elevação de dezembro (0,54%) e atingiu 0,34%, acima da média nacional (0,29%), e a sexta maior elevação entre as capitais analisadas. Apesar da nova alta, o índice está bem abaixo ao registrado em janeiro de 2017 (0,62%), fazendo o acumulado em 12 meses, até janeiro, cair para 1,99% – a quinta menor alta nacional. O índice foi divulgado, ontem, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De dezembro para janeiro, o grupo tubérculos, raízes e legumes registrou um avanço de 26,04%, na capital cearense, com destaque para os reajustes do tomate (34,35%), batata inglesa (23,64%), cenoura (22,43%) e cebola (20,69%). “Em novembro, a colheita do tomate foi antecipada por questões climáticas. Com isso, em janeiro houve redução da oferta e, consequentemente, alta nos preços”, explica o gerente da pesquisa, Fernando Gonçalves. Em seguida, entre as maiores elevações, estão itens do grupo frutas (6,32%), puxado, principalmente, por banana prata (12,24%), melancia (9,95%), uva (9,49%), goiaba (6,23%) e mamão (4,9%).

Também pesaram as altas de cama, mesa e banho (3,61%); pescados (3,06%); combustíveis (veículos), com 2,5% e carnes e peixes industrializados (2,24%). O grupo alimentação, essencial nos lares brasileiros, também pressionou os preços. Segundo o IBGE, houve alta de 0,87% na Capital, sendo que a alimentação em casa subiu 1,04%. Quanto às reduções, no período, entre as principais registradas, por grupos, estão energia elétrica residencial (-4,55%); e cereais, leguminosas e oleaginosas (-2,4%). Dentre os itens que mais contribuíram para a redução do indicador de cereais, estão os feijões carioca (-5,68%) e mulatinho (-1,49%), além do arroz (-1,25%).

Destaques
Considerando categorias, as que mais subiram, no período entre janeiro de 2017 e 2018, em Fortaleza, foram tubérculos, raízes e legumes (27,23%) – em que se destacam o tomate (37,79%), batata inglesa (33,63%) e cenoura (32,92%) –; combustíveis domésticos (14,24%) – puxado unicamente pelo gás de botijão (14,24%), já que gás encanado e carvão vegetal não variaram –; planos de saúde (13,61%); e serviços de saúde (11,64%). Já entre as menores variações estão móveis e utensílios (0,91%); comunicação (0,55%); carnes e peixes industrializados (0,46%); bebidas e infusões (0,36%); mobiliário (0,28%); e cuidados e higiene pessoais (ambos com 0,14%). Por fim, as maiores retrações ficaram com cereais, leguminosas e oleaginosas (-26,32%); açúcares e derivados (-15,26%); e frutas (-11,43%).

Considerando o fator peso na composição do índice, os grupos alimentação e bebidas (-3,23%); e alimentação no domicílio (-4,94%) contribuíram para a que o índice acumulado em 12 meses avançasse. Por outro lado, transportes (5,62%), bem como transporte público (8,33%) – com destaque para passagem aérea (48,4%), ônibus urbano (7,99%) e intermunicipal (11,5%) – e veículo próprio (2,76%) avançaram. No grupo habitação (6,02%), se destacam os reajustes médio das taxas de água e esgoto (19,59%), condomínio (10,93%) e aluguel e taxas (8,85%).

Por subitens, destacam-se, entre as maiores elevações na capital cearense, além da passagem aérea, as altas do tomate (35,79%); batata inglesa (33,63%); e cenoura (32,92%). Por outro lado, segundo o IBGE, as maiores retrações, no período, foram registradas em itens como os feijões carioca (-43,73%), fradinho (-43,67¨%) e carioca (-39,35%); mamão (-26,32%); açúcar cristal (-23,6%); laranja pera (-21,36%); e alho (-21,08%).

INPC
Acompanhando a inflação medida pelo IPCA, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) da região metropolitana de Fortaleza também subiu em janeiro (0,37%), acumulando 1,61% em 12 meses, refletindo a elevação no grupo alimentação e bebidas (1,11%), com destaque para os alimentos consumidos em casa (1,32%), que superaram a alta dos alimentos consumidos fora de casa (0,42%). Considerando o fator peso, na sequência, o grupo habitação, recuou, com -0,38%, assim como transportes (-0,01%). O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de um a cinco salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do País, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília.

No País é a menor desde o Plano Real
No País, o fim da cobrança adicional na conta de luz conseguiu compensar a alta no preço dos alimentos e transportes no primeiro mês do ano, e a inflação oficial desacelerou em janeiro. O IPCA subiu 0,29%, 0,15% abaixo do 0,44% de dezembro de 2017. Este foi o índice mais baixo para um mês de janeiro desde a criação do Plano Real, em 1994. No acumulado em 12 meses, o índice foi para 2,86%, após o ano passado ser marcado pela inflação abaixo do piso da meta, em 2,95% – algo que não ocorria desde a criação do sistema de metas de inflação em 1999.

Quase todos os grupos analisados registraram alta em janeiro deste ano, com exceção de habitação (-0,85%) e vestuário (-0,98%). A maior variação foi para o setor de transportes, que subiu 1,1% impulsionado, principalmente, pelos combustíveis, que variaram 2,58%. A gasolina, com alta de 2,44%, teve o maior impacto individual no índice do mês. O etanol subiu 3,55%. Apesar disso, o segmento registrou desaceleração na taxa de crescimento dos preços de dezembro, quando subiu 1,23%. Isso se deu, principalmente, devido às passagens aéreas, que passaram de alta de 22,28% em dezembro para queda de 1,35% em janeiro deste ano.
Se em 2017 os alimentos tinham dado alívio no bolso, devido ao fenômeno da super safra, que garantiu boa produtividade no campo no primeiro trimestre, no início deste ano os alimentos aceleraram e registram alta de 0,74% – ante crescimento de 0,54% em dezembro. O segmento de educação também teve alta, de 0,22%, devido à volta às aulas, o reajuste das matrículas e os gastos com material escolar.

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