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Mercado prevê PIB menor para 2020 e inflação este ano

terça-feira, 10 de setembro 2019

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O mercado financeiro reduziu sua estimativa de crescimento da economia brasileira em 2020 para 2,07%, ante os 2,10% registrados na semana passada, segundo dados do Boletim Focus do Banco Central, divulgados ontem. A projeção para a inflação também foi cortada pela quinta semana consecutiva. Neste ano, o PIB deve subir 0,87%, projeção estável na comparação com a semana anterior.

Com a economia anêmica, o mercado também cortou suas projeções para o avanço da inflação. O IPCA (indicador oficial) deve fechar no ano em 3,54%, ante 3,57% previstos uma semana antes. Houve ainda um corte nas estimativas para o próximo ano, de 3,90% para 3,81%. É o quinto corte consecutivo na projeção para a inflação e o menor patamar de projeção em um ano. A redução de estimativas ocorre mesmo em um cenário de alta do dólar e queda da taxa de juros, mostrando a dificuldade de recuperação da economia.

As previsões para a taxa Selic, atualmente em 6% ao ano, não foram alteradas. Analistas ouvidos pelo Banco Central esperam que ela termine o ano em 5% e 2020, a 5,25%. Com a mudança na taxa de juros e os choques vindos do exterior (com a guerra comercial travada entre Estados Unidos e China e a piora na situação da Argentina), a taxa de câmbio pode terminar o ano em patamar mais elevado. Neste ano, a expectativa é de R$ 3,87, ante os R$ 3,75 de quatro semanas atrás, antes das eleições primárias argentinas mostrarem uma vantagem para a volta da chapa kirschnerista ao poder. Para o fim de 2020, o câmbio foi estimado em R$ 3,85, ante R$ 3,80 de um mês antes.

Impactos
A queda do dólar tampouco deve favorecer a indústria brasileira. Analistas passaram a estimar queda na produção industrial neste ano, ainda que tenham elevado a previsão de crescimento para 2020. Desde o dia 3 de setembro, quando o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou que a indústria encolheu em julho, economistas passaram a revisar as suas projeções. Agora, eles esperam uma queda de 0,29% neste ano, ante alta de 0,08% uma semana antes. Neste indicador, contudo, opinaram apenas 17 economistas. Para o próximo ano, a projeção é de alta de 2,75%, ante 2,50% uma semana antes. Neste caso, 14 analistas apresentaram suas estimativas.

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