terça-feira, 18 de dezembro de 2018.
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Metro quadrado em Fortaleza desvaloriza 2,05% em um ano

quinta-feira, 06 de dezembro 2018

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No mês de novembro, os preços dos imóveis brasileiros oscilaram em 0,06%, em relação ao mês de agosto (-0,06%), completando nove meses seguidos de relativa estabilidade em 2018. Na passagem mensal, Fortaleza voltou a recuar (-0,2%), embora com menor intensidade que outubro (-0,59%). No ano, a desvalorização rompeu os 2% (-2,04%), assim como em 12 meses, cuja redução acumulada é de -2,05%, com o valor médio dos imóveis de R$ 5,790 mil por metro quadrado – continuando como o segundo mais caro do Nordeste. As informações constam do Índice FipeZap, elaborado pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) e pela Zap Imóveis, que trata de unidades residenciais e acompanha, mensalmente, os preços dos imóveis em 20 cidades brasileiras – incluindo Fortaleza e Distrito Federal.

Com a nova retração mensal, na passagem entre outubro e novembro, Fortaleza saiu do nono para o 11º maior valor do País, acompanhado o movimento negativo registrado em apenas mais cinco regiões, como é o caso de Niterói (-0,49%), Recife (-0,34%), Rio de Janeiro (-0,33%), Porto Alegre (-0,12%) e Distrito Federal (-0,04%). Além disso, todas as demais bases de comparação, relativas a outubro, continuam negativas, como a queda acumulada no ano, entre janeiro e outubro (-2,04%) – a terceira maior registrada. No índice sobre igual mês de 2017 (-2,05%), Fortaleza detém a terceira maior desvalorização entre as 20 cidades analisadas.
Ainda na capital cearense, em novembro, o ranking dos cinco bairros com a metragem mais cara é liderado por Meireles (R$ 7.644,00), seguido por Mucuripe (R$ 7.146,00), Praia de Iracema (R$ 6.805,00), Guararapes (R$ 6.795,00) e Salinas (R$ 6.608,00). Por outro lado, entre os mais baratos, estão Conjunto José Walter (R$ 2.891,00), Mondubim (R$ 2.888,00), José de Alencar (R$ 2.706,00), Jangurussu (R$ 2.398,00) e Bela Vista (R$ 2.089,00).

Balanço
No País, 10 das 20 cidades pesquisadas registraram aumento de preço – e acima da inflação esperada (IPCA/IBGE) para o período (0,07%), segundo o Boletim Focus do Banco Central –, sendo as mais expressivas observadas em Curitiba (1,72%), Florianópolis (0,65%) e Contagem (0,53%). Na média nacional, a variação de 0,06%, entre outubro e novembro de 2018, teve influência, também, de cinco das 20 cidades pesquisadas, que apresentaram variação negativa no índice.
No acumulado do ano (janeiro a novembro), o índice mostra decréscimo de 0,32% dos preços, em termos nominais – o que corresponde a uma queda real de 3,94%, considerando a inflação acumulada de 3,76% no período –, sendo que em cinco das 20 cidades pesquisadas houve queda nominal de preço neste período. Considerando-se os últimos doze meses, o Índice FipeZap também mostra uma retração (0,31%). Tendo em vista que a inflação esperada para o período é de 4,22%, o preço médio anunciado do metro quadrado apresentou, no período, queda real de -4,35%. É importante enfatizar que todas as cidades brasileiras que compõem o índice registraram variação inferior à inflação esperada nos últimos 12 meses, sendo que em seis localidades houve queda nominal, com destaque para Rio de Janeiro (-3,80%), Niterói (-3,71%) e Fortaleza (-2,05%).

Valor médio
Em julho, o valor médio do metro quadrado, anunciado das 20 cidades, foi de R$ 7.521,00. Rio de Janeiro se manteve como a cidade com a metragem mais cara do País (R$ 9.405,00), seguida por São Paulo (R$ 8.811,00) e Distrito Federal (R$ 7.787,00). Por outro lado, as cidades com menor valor médio, por metro quadrado, entre as pesquisadas pelo Índice FipeZap foram Vila Velha (R$ 4.702,00), Goiânia (R$ 4.194,00) e Contagem (R$ 3.537,00).
A maior queda de preços, no acumulado do ano, foi no Rio de Janeiro (-3,57%), seguido por Niterói, com recuo de 3,55%, e por Fortaleza (-2,04%). Já os maiores aumentos de preços, entre janeiro e novembro, foram em São Caetano do Sul, com elevação de 2,31%, seguido por Goiânia (2,11%); e Vitória, com 2,01%. No entanto, a alta nessas cidades é menor que a inflação esperada para o período (3,76%).

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