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Nordeste lidera desemprego no primeiro trimestre do ano

sexta-feira, 19 de maio 2017

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No primeiro trimestre deste ano, a taxa de desocupação, no Brasil, foi estimada em 13,7% – uma elevação de 1,7% em comparação com o quarto trimestre de 2016 (12%), e, frente ao primeiro trimestre de 2016 (10,9%), apresentou elevação de 2,8%. Também no confronto anual, houve crescimento desse indicador em todas as grandes regiões do País, principalmente no Nordeste, cuja taxa saltou de 12,8% para 16,3%, permanecendo com a maior taxa de desocupação dentre todas as regiões, seguida pelo Sudeste. As informações constam da a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua Trimestral), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada ontem.
O impacto do mercado de trabalho tem sido mais intenso entre os mais jovens, especialmente os da faixa etária de 18 a 24 anos. Esse comportamento foi verificado tanto para o Brasil (28,8%) – que também continuou a apresentar patamar superior ao estimado para a taxa média total, quanto para cada uma das cinco grandes regiões, onde, novamente, a maior verificada foi no Nordeste, com 32,9%, enquanto a menor ficou com o Sul (19,1%). Já nos grupos de pessoas de 25 a 39 e de 40 a 59 anos, este indicador foi de 7,9% e 12,8%, respectivamente.

Comportamento
Segundo o IBGE, a população ocupada, no primeiro trimestre de 2017, estimada em 88,9 milhões de pessoas no País, era composta por 68% de empregados (incluindo empregados domésticos), 4,6% de empregadores, 24,9% de pessoas que trabalharam por conta própria e 2,5% de trabalhadores familiares auxiliares. Ao longo da série histórica, essa composição não se alterou significativamente. Entre os trabalhadores domésticos, a pesquisa mostrou que 31,5% deles tinham carteira de trabalho assinada. No mesmo trimestre de 2016, essa proporção havia sido de 34,9%.
Nas regiões Norte (31,7%) e Nordeste (30,3%), o percentual de trabalhadores por conta própria era superior ao verificado nas demais regiões. A taxa de participação na força de trabalho dos nordestinos (percentual de pessoas na força de trabalho da população de 14 anos ou mais de idade) foi de 54,7% – inferior à taxa observada nas demais regiões. Além disso, 62,2% dos empregados do setor privado tinham carteira de trabalho assinada, seguido pela região Norte (60%), entre maiores estimativas do País (76,6%). Diferentemente das demais regiões, o Nordeste apresentou o menor nível da ocupação (45,8%) entre janeiro e março de 2017.

Por grupamentos de atividade, tanto o Norte como o Nordeste apresentaram elevada participação dos grupamentos do comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (19,8% e 21,1%, respectivamente); e da agricultura, pecuária, produção de florestas, pesca e aquicultura (18,7% e 14,5%, nesta ordem); todavia, no Sudeste, a participação foi de apenas 5,2% neste último grupamento. A indústria geral, no Sul, continha 17,9% das pessoas ocupadas e no Nordeste, 9,1%. No grupamento informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas o Sudeste apresentou a maior participação dessa atividade na ocupação (14,1%); enquanto na Região Norte, a participação foi de 5,7%, a menor dentre as regiões.

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