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Nordeste tem 2º maior volume de negativados, com 41%

terça-feira, 14 de novembro 2017

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O volume de brasileiros com contas em atraso e registrados nos cadastros de devedores apresentou leve aumento em outubro, após sete quedas consecutivas. Houve um aumento de 0,2% na quantidade de inadimplentes na comparação entre outubro deste ano com o mesmo mês do ano passado, no Brasil. Na análise por regiões, o Nordeste é a segunda região do País cuja proporção de adultos, nessa situação, é a maior entre as demais, com 41%, segundo dados do indicador do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), divulgado ontem.

A quantidade de consumidores com contas em atraso somou 16,53 milhões no Nordeste, que ficou atrás, apenas, do Sudeste (24,34 milhões) – número que responde por 37% do total de consumidores que residem nos estados. Em seguida, aparece o Sul, com 8,04 milhões de inadimplentes (36% da população adulta). Já em termos proporcionais, destaca-se o Norte, que, com 5,42 milhões de devedores, possui 46% de sua população adulta incluída nas listas de negativados, o maior percentual entre as regiões pesquisadas. O Centro-Oeste, por sua vez, aparece com um total de 5,01 milhões de inadimplentes, ou 43% da população.

Balanço
Na comparação mensal, ou seja, entre setembro e outubro, o indicador nacional apresentou aumento de 0,5%. Conforme o levantamento, o Brasil encerrou outubro com, aproximadamente, 59,3 milhões de brasileiros com alguma conta em atraso e com o CPF restrito para contratar crédito ou fazer compras parceladas. O número representa 39% da população com idade entre 18 e 95 anos.

A estimativa tem se mantido estável desde o início de 2016. “Por um lado, as dificuldades do cenário recessivo fazem crescer o número de devedores, e por outro a maior restrição do crédito e queda na propensão do consumo age na direção contrária, limitando a tomada de crédito e o crescimento da inadimplência”, explica o presidente da CNDL, empresário cearense Honório Pinheiro. Por sua vez, a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, prevê que “a tendência de estabilidade da estimativa deve ser mantida nos próximos meses”.

Outro número calculado foi o volume de dívidas em nome de pessoas físicas. Neste caso, a variação negativa foi de -4,01% na comparação anual, e de -0,36% na comparação mensal. Desde o início de 2016, a quantidade de dívidas em atraso desacelera de forma mais intensa do que o número de devedores negativados.

“Isso quer dizer que o consumidor inadimplente tem iniciado o pagamento de dívidas em atraso aos poucos”, alerta Kawauti. “Além disso, a partir do início da crise, a tomada de novos empréstimos diminuiu significativamente. Como reflexo da queda mais intensa do número de pendências em atraso do que da quantidade de devedores, o número médio de dívidas por devedor também tem mostrado queda”, explica.

Sobe e desce
Os dados de dívidas abertos por setor credor revelam que o segmento de água e luz voltou a apresentar alta do indicador, com variação de 5,93% pela segunda vez seguida. No comércio houve o recuo mais acentuado: o número de pendências com o segmento caiu -6,62%. Em seguida, aparecem as dívidas com os bancos (-3,54%). O setor de comunicação apresentou alta de 1,31%.

Em termos de participação, os bancos seguem como os maiores credores do total de dívidas em atraso no País, concentrando 48% do total. Aparecem, em seguida, o setor de comércio, com 19% do total e o setor de comunicação (14%). Água e luz concentram 8% das pendências.

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