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País perde 63,6 mil postos de trabalho formais em março

sexta-feira, 21 de abril 2017

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O Brasil perdeu 63.624 vagas de emprego formal em março, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados, ontem, pelo Ministério do Trabalho. No mesmo mês do ano passado, a retração foi de 118 mil postos com carteira de trabalho assinada. Em fevereiro, o resultado havia sido positivo, com a criação de 35.612 vagas formais, o que levou o presidente Michel Temer a comemorar a retomada da criação de empregos depois de 22 meses seguidos de queda.
O mês de março apresentou uma variação negativa de 0,17% em relação ao estoque do mês anterior. Foram registradas 1.261.332 admissões contra 1.324.956 desligamentos. No acumulado do ano, a queda foi de 64.378 postos de trabalho. O comércio foi o setor que registrou maior retração em março (-33.909 postos), seguido pelo de serviços (-17.086 postos), construção civil (-9.059 postos), indústria de transformação (-3.499 postos) e agricultura (-3.471 postos).
De acordo com o Ministério do Trabalho, tradicionalmente, os resultados de março sofrem forte influência de fatores sazonais negativos. Um exemplo, segundo o ministério, é o comércio varejista, que se apresenta negativo no mês de março, mesmo em anos de forte crescimento econômico. Embora o resultado geral tenha sido negativo, alguns estados registraram bom desempenho na criação de empregos, como o Rio Grande do Sul (5.236 postos), puxado pelos setores da indústria de transformação e do comércio, e Goiás (4.304 postos), devido à expansão do setor da agropecuária.

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