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Petrobras investirá US$ 84,1 bi até 2022

quinta-feira, 06 de dezembro 2018

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Nos últimos meses a situação financeira da Petrobras registrou melhoras significativas e, com os últimos resultados obtidos, a estatal anunciou, ontem, elevação na projeção de investimentos para os próximos anos. O planejamento estratégico da companhia traz, ainda, novos focos em remuneração aos acionistas e no aumento da rentabilidade dos investimentos.

Aprovado pelo conselho de administração da estatal na tarde de anteontem, o novo plano de negócios da companhia prevê aportes de US$ 84,1 bilhões entre 2019 e 2022. O valor é 12,9% superior à projeção de cinco anos anterior e o maior desde o plano 2015-2019, aprovado ainda em 2014, antes do recrudescimento da crise financeira que “derrubou” o posicionamento da companhia no ranking das maiores do mundo.

A maior parte dos investimentos (US$ 68,8 bilhões) continuará direcionada à área de exploração e produção de petróleo, responsável pelo desenvolvimento das reservas do pré-sal. Na versão atual, porém, a companhia incluiu pela primeira vez previsão de investimentos em energias renováveis, de US$ 0,4 bilhão, com foco em solar e eólica no Brasil. Com atraso em relação às concorrentes, a Petrobras começou a fechar as primeiras parcerias no setor no primeiro semestre deste ano.

Portfólio
O plano mantém a proposta de venda de ativos que já havia sido anunciada em planos anteriores, desta vez com o nome “gestão ativa de portfólio” e expectativa de levantar US$ 26,9 bilhões até 2023. Em comunicado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a Petrobras reforça o desejo de vender parte de sua estrutura de refino, suas fábricas de fertilizantes, de biodiesel e etanol, além da distribuição de gás liquefeito de petróleo ou de botijão (em recipientes de 13 quilos, para uso doméstico).

A venda de refinarias e fábricas de fertilizantes está parada por razões judiciais e a transferência da distribuição de gás não andou por entraves concorrenciais. A receita com a venda de ativos ajudará a companhia a levantar os US$ 143,1 bilhões necessários que precisará no período para bancar investimentos, amortizações e despesas financeiras.

No plano divulgado nesta quarta-feira, a Petrobras cria pela primeira vez meta de rentabilidade, medida pelo indicador conhecido como Roce (retorno sobre o capital empregado), que terá de ficar abaixo de 11% até 2020.

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