terça-feira, 17 de setembro de 2019.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

"você jamais será livre sem uma imprensa livre." - Venelouis Xavier Pereira

Produção industrial cearense tem queda de 1,5% em julho

quarta-feira, 11 de setembro 2019

Imprimir texto A- A+

Após registrar apenas duas altas no primeiro semestre – em fevereiro (1,1%) e abril (3,7%), a indústria cearense registrou nova queda em julho. Nesse mês, foi registrada a primeira queda do segundo semestre, de -1,5%, sendo a mais intensa de três retrações seguidas desde maio (-0,9%), além de ser a segunda pior do ano – já que em março a retração foi de -1,7% –, em sintonia com a maior parte do País. O resultado mensal do Ceará em julho, apesar de ser o terceiro pior entre os estados, é o segundo melhor do Nordeste, atrás de Pernambuco (-3,9%). As informações, divulgadas, ontem, constam da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional (PIM-PF), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Feitos os ajustes sazonais, o novo resultado retoma, novamente, o movimento negativo herdado do ano passado, pela atividade industrial cearense – que, desde julho de 2018, apresentou movimento oscilatório. Com mais um resultado mensal desfavorável, houve perda de ganho anual, já que, na comparação com julho do ano passado, a indústria cearense encolheu 10,2% – o segundo pior resultado do País nessa análise –, após junho avançar 0,7%.

O levantamento aponta que o índice de média móvel trimestral, encerrado em julho, ainda permanece negativo em -1,1% – invertendo o ganho anterior, de junho (0,6%) –, fazendo com que o acumulado do ano (janeiro a julho) recuasse de 3,1% para 2,9%. Segundo o IBGE, a taxa anualizada – indicador acumulado nos últimos 12 meses, terminados em julho – passou de 1,9%, em junho, para 2%. Nessa análise, o Ceará ficou com a quinta alta nacional registrada, entre as 14 regiões pesquisadas.

Comportamento
No comparativo dos meses de julho de 2019 e 2018 –, apenas quatro dos 11 ramos pesquisados apontaram alta, no Ceará, cujo indicador positivo foi de 1,9% – acima dos 0,7% de avanço em junho. As contribuições positivas foram registradas pelos setores de produtos de metal – exclusive máquinas e equipamentos (5,6%); couro, artigos para viagem e calçados (4,2%); minerais não metálicos (0,43%); e outros produtos químicos (0,29%);

Por outro lado, o principal impacto negativo foi registrado em produtos alimentícios (-4,66%). Em menores intensidades, estão, em seguida, produtos têxteis (-1,42%); metalurgia (-1,11%); bebidas (-0,6%); coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-0,3%); e confecção de artigos do vestuário e acessórios (-0,16%).

O levantamento aponta que, com o recuo mensal, o Ceará praticamente manteve a vantagem no acumulado em 12 meses, de 1,9% (junho) para 2%. Nessa base, cinco dos 11 ramos cresceram, como é o caso de produtos de metal – exclusive máquinas e equipamentos (2,61%); couro, artigos para viagem e calçados (2,19%); metalurgia (0,53%); bebidas (0,09%); e outros produtos químicos (0,01%). Entre as quedas, estão produtos alimentícios (-1,23%); confecção de artigos do vestuário e acessórios (-1,03%); coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-0,74%); produtos têxteis (-0,34%); minerais não metálicos (-0,04%); e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-0,02%);

Balanço
No País, a indústria perdeu dinamismo em 13 dos 15 locais pesquisados pelo IBGE. No acumulado dos últimos 12 meses, os resultados industriais recuaram 2,5%. Na comparação com o mês de julho do ano passado, os principais registros negativos foram do Espírito Santo (-14,2%) e Pernambuco (-10,2%). O estado capixaba recuou principalmente nas indústrias extrativas (-19,7%) e celulose. Já os pernambucanos observaram quedas em equipamentos de transporte (-74,5%) e outros produtos químicos (-42,2%).

Entre julho de 2018 e julho de 2019, a indústria de celulose também teve números negativos significativos no Pará (-49,5%), região Nordeste (-14,5%) e Bahia (-11,5%). São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul foram outros estados com quedas nesse setor. No período acumulado dos últimos 12 meses, sete dos quinze locais pesquisados pelo IBGE registraram recuos, informou o IBGE. Em comparação com junho deste ano, caíram os estados de Amazonas, Pará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Bahia, Santa Catarina e São Paulo, além da região Nordeste. Apenas Ceará e Goiás registraram ganhos entre os dois períodos

Instagram

[instagram-feed]

Facebook

Twitter