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Produção industrial cearense tem recuo de 4,9% em maio

quinta-feira, 12 de julho 2018

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Acompanhando o perfil generalizado de queda no Brasil – algo que não ocorria desde dezembro de 2014 – a indústria cearense refletiu os efeitos da paralisação dos caminhoneiros, que afetou o processo de produção de várias unidades produtivas. O impacto mensal do setor chegou a -4,9% sobre o mês de abril, sendo essa a maior queda mensal observada no ano, embora esteja entre as três menores registradas em todo o País – atrás, apenas, de Espír

ito Santo e Amazonas. As informações, divulgadas, ontem, constam da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional (PIM-PF), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A nova queda deu seguimento ao movimento negativo de 2018, em que a atividade industrial cearense, em maio, assinalou a quinta retração seguida desde janeiro. O resultado derrubou a vantagem anual, sendo que, na comparação com maio do ano passado, a indústria cearense encolheu 9,7% – o sétimo pior resultado do País nessa análise, após abril avançar 6,1%.

O levantamento aponta que, após os ajustes sazonais, o índice de média móvel trimestral, encerrado em maio, mostrou recuo de 2,4% – acompanhando a variação negativa de abril (-0,9%) –, acumulando, no ano, a alta de 1,1%. Segundo o IBGE, a taxa anualizada – indicador acumulado nos últimos doze meses, terminados em maio – passou de 4,4%, em abril, para 3%. Nessa análise, o Ceará caiu do sexto lugar em altas registradas, em abril, para a sétima maior alta nacional, entre as 14 regiões pesquisadas.

Comportamento
No comparativo dos meses de maio de 2018 e 2017 –, oito dos 11 ramos pesquisados apontaram queda, no Ceará, cujo indicador negativo foi de 9,7% – contra os 6,1% de alta em abril. As principais contribuições negativas foram registradas pelos setores de produtos de minerais não-metálicos (-19,2%); bebidas (-18%); e confecção de artigos do vestuário e acessórios (-15,1%). Outros resultados negativos vieram dos ramos de metalurgia (-12,9%); produtos alimentícios (-12,8%); artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-10,5%); coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (-3,8%); produtos têxteis (-0,3%). Por outro lado, o impacto positivo veio de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (112%); outros produtos químicos (20,4%); e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (6,1%).

O levantamento aponta que, apesar da retração mensal, o Ceará registrou avanço de 3% no acumulado em 12 meses. Nessa base, oito dos 11 ramos cresceram, com destaque para produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (37,5%); metalurgia (16,1%); e outros produtos químicos (15,3%). Outras contribuições vieram de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (11,5%); bebidas (6,2%); confecção de artigos de vestuário e acessórios (4,4%); produtos têxteis (3,8%); e artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (0,2%). Entre as quedas, estão produtos de minerais não-metálicos (-8,1%); coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (-0,9%); e produtos alimentícios (-0,2%)

Balanço
No País, 14 dos 15 locais pesquisados tiveram queda na produção industrial de abril para maio deste ano, de -10,9%. Os maiores recuos foram observados no Mato Grosso (-24,1%), Paraná (-18,4%), Bahia (-15,0%) e Santa Catarina (-15%). Também houve queda na produção em São Paulo (-11,4%) e Rio Grande do Sul (-11%), enquanto Goiás (-10,9%), Minas Gerais (-10,2%), Região Nordeste (-10,0%), Pernambuco (-8,1%), Rio de Janeiro (-7,0%), Ceará (-4,9%), Amazonas (-4,1%) e Espírito Santo (-2,3%) completaram o conjunto de locais com índices negativos.

Na comparação com igual mês de 2017, a indústria mostrou redução de 6,6% em maio de 2018, com 12 dos 15 locais pesquisados apontando taxas negativas. O IBGE destaca que, no resultado desse mês, verifica-se a influência tanto dos efeitos da paralisação dos caminhoneiros, como do efeito-calendário, já que maio de 2018 (21 dias) teve um dia útil a menos do que maio de 2017 (22). Nesse mês, Goiás (-15,7%), Mato Grosso (-14,7%), Bahia (-13,7%), Paraná (-12,0%), Rio Grande do Sul (-10,8%) e Região Nordeste (-10,3%) assinalaram as quedas mais intensas.

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