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Safra de grãos deve recuar 5,2% este ano

quarta-feira, 13 de junho 2018

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A previsão da safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deste ano foi reduzida para 228,1 milhões de toneladas. A estimativa do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), feita em maio, é 0,8% inferior (ou 1,9 milhão de toneladas) na comparação com a de abril. Caso os números se confirmem, a safra será 5,2% menor que a de 2017, que ficou em 240,6 milhões de toneladas, segundo divulgou, ontem, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A queda em relação à do ano passado deverá ser provocada principalmente pelos recuos nas safras de milho (-15,1%) e de arroz (-7%). No entanto, o principal produto, que é a soja, deverá ter um aumento de 0,7% na comparação com a colheita de 2017, atingindo um recorde histórico de 115,8 milhões de toneladas. Outras lavouras importantes de grãos terão aumento na produção, como o trigo (0,2%), feijão (2,6%), algodão (21,6%) e sorgo (11,6%).

O levantamento também analisa o comportamento de outras lavouras. A cana-de-açúcar, principal produto agrícola brasileiro em volume de produção, deverá fechar o ano com 703,1 milhões de toneladas, 2,2% a mais do que no ano passado. O café, com 3,4 milhões de toneladas, deve ter aumento de 23,3% em relação ao ano passado. A mandioca também deverá ter alta (0,5%), assim como o tomate (0,6%) e o cacau (8,3%). Deverão ter quedas a laranja (-9,4%), uva (-17,5%), batata inglesa (-11,1%), banana (-3%) e o fumo em folha (-5,8%).

 

Destaques

Entre os destaques da produção, comparada ao mês de abril, houve uma redução de 1.085 hectares na estimativa para a área plantada com feijão total. O rendimento médio e a produção também sofreram reduções de 2,5% e 2,8%, respectivamente, em suas estimativas. A 1ª safra de feijão foi estimada em 1,6 milhão de toneladas (-0,2% frente abril).  Entre os estados do Nordeste, o Ceará, responsável pela maior área de feijão 1ª safra da Região Nordeste (433,3 mil hectares), teve redução de 2,7% nesta estimativa, mas a expectativa de produção aumentou 3,1%, com rendimento médio de 266 kg/ha (6% maior que abril). O Piauí teve sua estimativa reduzida em 15,3% sobre o mês anterior, em decorrência dos declínios de 10,8% do rendimento médio e de 5% na área colhida. No entanto, a Paraíba elevou a estimativa de plantio em 33,1% e a de produção em 31,5%, tendo o rendimento médio declinado 1,1%.

Quanto ao milho, a estimativa de produção (84,6 milhões de toneladas) é 2,3% menor que em abril, refletindo a redução da estimativa do Paraná (-2,2 milhões de toneladas ou -18,3%) – que teve a segunda safra afetada por uma estiagem –, enquanto o rendimento médio estimado declinou 18,1%. Para a primeira safra, a produção estimada foi de 25,7 milhões de toneladas, alta de 0,2% sobre o mês anterior. As maiores alterações positivas em termos de volume de produção em maio, frente a abril, foram: Paraná (65,5 mil toneladas), Ceará (19,9 mil toneladas), Paraíba (16,4 mil toneladas) e Rio Grande do Norte (3,1 mil toneladas). Negativamente, assinala-se o Piauí (52,9 mil toneladas).

Já em relação à soja, a estimativa atual (115,8 milhões de toneladas), subiu 0,1% em sobre abril, com mais um recorde de produção nacional. Houve atualização das produções do Mato Grosso (0,7% ou 220,3 mil toneladas), Goiás (0,1% ou 7 mil toneladas) e Tocantins (-3,5% ou 92,5 mil toneladas), com suas produções alcançado, respectivamente, 31,4, 11,7 e 2,6 milhões de toneladas. Em relação a 2017, a produção brasileira de soja cresceu 0,7%, em decorrência da área plantada, que aumentou 2,6%. Ao todo, foram cultivados 34,8 milhões de hectares, o que representa 56,9% de toda a área cultivada com cereais, leguminosas e oleaginosas do País.

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