domingo, 20 de janeiro de 2019.
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Safra deve atingir 233,4 milhões de toneladas

sexta-feira, 11 de janeiro 2019

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O terceiro prognóstico para a safra 2019, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas foi estimada em 233,4 milhões de toneladas, 3,1% acima da safra de 2018, o que representa 7,0 milhões de toneladas a mais. O crescimento deve-se, principalmente, às maiores estimativas de produções do milho (6,9 milhões de toneladas a mais, totalizando 88,2 mi de t), caroço de algodão (199,7 mil toneladas a mais, somando 5,3 mi de t) e soja (945,6 mil toneladas a mais, para 118,8 mi de t). As informações foram divulgadas, ontem, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Houve declínio da estimativa de produção de arroz (567,3 mil toneladas) e feijão (90,7 mil toneladas). A área a ser colhida foi prevista em 62,2 milhões de hectares, 2,1% maior que a atual safra. Tiveram variação positiva o algodão herbáceo em caroço (17,1%,) a soja em grão (2,1%) e o milho em grão (3,6%). O arroz em casca e o feijão apresentaram variação negativa de 6,2% e 1,8%, respectivamente.

Analisando-se os cinco produtos de maior importância para a próxima safra, o arroz (4,8%) e feijão (3%) devem ter variações negativas na produção em relação a 2018. Já para a soja, caroço de algodão e milho em grão foram estimados crescimentos de 0,8%, 6,6% e 8,4%, respectivamente. Com relação à área prevista, apresentam variação positiva o algodão herbáceo em caroço (17,1%,) a soja em grão (2,1%) e o milho em grão (3,6%). O arroz em casca e o feijão estão com variação negativa de 6,2% e 1,8%, respectivamente.

Balanço
Já a 12ª estimativa de 2018 totalizou 226,5 milhões de toneladas, 5,9% inferior à obtida em 2017 (14,2 milhões de toneladas a menos). A estimativa da área colhida (60,9 milhões de hectares) foi 248,3 mil hectares inferior a de 2017. O arroz, o milho e a soja representaram 93,1% da estimativa da produção e responderam por 87,1% da área colhida. Em relação a 2017, houve acréscimo de 2,9% na área da soja e reduções de 8,3% na área do milho e de 7,8% na área de arroz. Quanto à produção, ocorreram quedas de 18,3% para o milho, de 5,8% para o arroz e acréscimo de 2,5% para a soja.
Regionalmente, o Nordeste ficou na quarta posição no volume da produção, com o total de 19,1 milhões de toneladas, atrás de Centro-Oeste (101,0 milhões de t); Sul (74,5 milhões de t); e Sudeste (22,9 milhões de t); sendo a menor produção registrada na região Norte, com 8,9 milhões de toneladas. Em relação à safra passada, houve aumentos de 7% no Nordeste e de 0,4% no Norte, e decréscimos de 4,6% no Centro-Oeste, de 11,3% no Sul e de 4,4% no Sudeste. O Mato Grosso lidera como maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 26,9%, seguido pelo Paraná (15,5%) e Rio Grande do Sul (14,6%), que, somados, representaram 57,0% do total nacional.

Soja
A terceira estimativa de produção para 2019 soma 118,8 milhões de t, aumento de 0,9% em relação a novembro, e alta de 0,8% sobre 2018. A área a ser plantada com a leguminosa é de 35,6 milhões de hectares, altas de 0,5% sobre o mês anterior e de 1,9% sobre 2018. No Nordeste, os destaques vão para a produção da Bahia, Maranhão e Piauí, estados que, juntamente com o Tocantins (Região Norte), integram o “Matopiba” – região de acelerada expansão agrícola em decorrência de abertura de novas áreas de plantio no bioma Cerrado desses estados. Bahia (com produção estimada em 4,9 milhões de t), estimou declínio de 20,8%, enquanto Maranhão (3,1 milhões de t) tem aumento de 12,1% sobre 2018; e o Piauí (2,6 milhões de t), tem aumento de 4,1%. Na Região Norte, os destaques foram o Tocantins, Rondônia e Pará, que estimaram produções de 2,7, 0,9 e 1,8 milhão de t, respectivamente.

Na região Centro-Oeste, o Mato Grosso, que em 2019 deve responder por 26,8% do total a ser produzido pelo País, estima colher 31,8 milhões de t, crescimento de 0,6% em relação a 2018, apesar de aumento de 1,9% na área a ser plantada. Goiás, com estimativa de produção de 11,2 milhões de toneladas, aguarda declínio de 1,4%, enquanto que o Mato Grosso do Sul, com 10,2 milhões de toneladas, estimou aumento de 3,6% na produção.

Na Região Sul, o Paraná, segundo maior produtor e responsável por 16,3% do total nacional, estima produzir 19,3 milhões de toneladas. O Rio Grande do Sul, terceiro maior produtor da leguminosa, estimou uma produção de 18,6 milhões de toneladas, crescimento de 6,1% em relação a 2018, e 0,3% em relação ao mês anterior. Na Região Sudeste, Minas Gerais, com 5,4 milhões de toneladas, estimou queda de 0,1% em relação ao ano anterior, enquanto em São Paulo, a estimativa da produção, de 3,5 milhões de toneladas, encontra-se 1,6% maior.

Conab prevê safra maior, de 237,3 mi de t
Para a safra de 2018/19, a estimativa da produção de grãos é de 237,3 milhões de toneladas (t). O 4º levantamento da safra de grãos, divulgado, ontem, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostra que, se comparado com a safra passada, o crescimento deverá ser de 9,5 milhões de t, o que representa um volume 4,2% superior. Já a área plantada está prevista em 62,5 milhões de hectares, um aumento de 1,2%, em relação com a safra 2017/18.

Entre os destaques do estudo estão a soja, com projeção de crescimento de 1,7% na área de plantio e redução de 0,4% na produção, atingindo 118,8 milhões de toneladas, e o milho primeira safra, que teve aumento de 0,4% na área a ser cultivada que deve resultar em uma produção de 27,5 milhões de t. Com este desempenho, a expectativa é que o produto tenha um desempenho 12,9% superior à obtida em 2017/18, registrando uma produção de 91,2 milhões de toneladas, quando somadas as duas safras do grão.

O algodão também é destaque na produção brasileira, com uma concentração do plantio em janeiro e um crescimento superior a 25,3% na área e 20,3% na produção. Outro bom resultado pode ser encontrado na primeira safra do amendoim, que pode chegar a 551,7 mil t, com um aumento de 10% em relação à safra passada. Por outro lado, o arroz deve ter uma colheita 7,1% menor que a safra passada, ficando em 11,2 milhões de t, e o feijão primeira safra também apresenta uma queda de 7,7% na área em relação à safra passada e produção estimada em 1,1 milhão de t.

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