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Transnordestina tem 54% das obras concluídas

quinta-feira, 12 de novembro 2015

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Com uma extensão de 1.753 quilômetros e investimento global de R$ 11,2 bilhões, a ferrovia Transnordestina – que integrará 81 municípios dos estados do Ceará, Piauí e Pernambuco – está com 54% de suas obras civis concluídas. A evolução do projeto, que vai interligar os portos do Pecém (CE) e Suape (PE), além do cerrado piauiense, caminha a 1% de conclusão/mês, mas a meta é dobrar o ritmo e iniciar as operações ainda em 2018. A informação é do presidente da Transnordestina Logística S.A., Ciro Ferreira Gomes, que palestrou, ontem, na Feira Nacional de Logística (Expolog), que acontece no Centro de Eventos do Ceará (CEC).

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Por trechos, Ciro anunciou que entre os municípios de Salgueiro (PE) e Missão Velha (CE) os trabalhos já foram concluídos, enquanto que o trecho entre Eliseu Martins (PI) e Trindade (PE) chegaram a 49%, igual andamento verificado entre Salgueiro e Porto de Suape. As obras tiveram menos avanços entre Missão Velha e Pecém, que não passaram dos 5% de andamento. No Ceará, a extensão da ferrovia é de 608 km, enquanto que, em Pernambuco, são 750 km e, no Piauí, outros 395 km. “Os trechos estão evoluindo mais ou menos, sendo que quem está mais atrasado é o Ceará. Mas vamos evoluir, por igual, para todos os estados, pois o que interessa para nós é a integração dos dois portos”, ressaltou Ciro Gomes.

Conforme o dirigente, já foram aplicados R$ 5,9 bilhões até o momento, sendo que 71% do total (R$ 8 bilhões) estão sendo investidos nas obras de infraestrutura. “A superestrutura custará R$ 1 bilhão (17%) e estudos, projetos e despesas de implantação demandarão, por sua vez, 1,3% do valor completo do projeto”, detalhou Ciro.

Andamento
A obra conta, hoje, com 3.761 empregados, dentre próprios e terceirizados, dos quais mil estão no município de Lavras da Mangabeira, no interior cearense. Segundo o presidente, houve uma redução do contingente de 6,4 mil trabalhadores devido a uma das empresas encarregadas pela construção dos lotes no Piauí entrar em concordata – recuperação judicial –, fato que acarretou na demissão de seus funcionários. “Já estamos agilizando a contratação de uma nova empresa e o cronograma será mantido, com o máximo de 60 dias de atraso, ou seja, esse trecho temos que entregar, no máximo, no fim de 2016 ou início de 2017”, assegurou Gomes.

A obra está dividida em quatro conjuntos de intervenções. A primeira (infraestrutura) trata de aterro, escavação, movimentação de volumes de terra, explosões de pedras, entre várias outras ações para a linearidade da ferrovia. A segunda é a implantação da base de concreto (dormentes), soldagem dos trilhos, viadutos, drenos. “63% da parte mais difícil (infraestrutura) já estão prontos, assim como 51% das artes especiais (viadutos, pontes, túneis) e 41% da superestrutura já foram realizadas”, destacou o presidente.

Com esses resultados, ele adiantou que pretende acelerar o ritmo das obras já no próximo ano. “Temos a ambição de duplicar esse ritmo [de 1% ao mês] e acreditamos que, com o virar do ano de 2016 e as dificuldades do País sendo atenuadas, como esperamos, nós possamos duplicar”, acrescentou.
Mesmo em um cenário de crise e contenção de recursos federais, Ciro afirmou que é possível duplicar o andamento das obras. “Eu não estou ali para brincar. As pessoas que me conhecem podem até me criticar, às vezes, por uma certa agressividade, mas estou ali para fazer acontecer. Eu tenho o compromisso com o povo brasileiro, a presidenta Dilma e o controlador de fazer o trem rodar em 2018”, assegura o presidente.

Menor custo é o principal benefício da nova ferrovia
Ciro Gomes adiantou que está em análise a possibilidade de redução da tarifa básica, a fim de reforçar a cultura de transporte ferroviário no começo das operações da Transnordestina. “Se nós dermos um desconto na tarifa básica de 30%, a tendência é que capturemos 90% de toda a carga potencial nessa região, uma coisa absolutamente fenomenal.

Hoje, o Piauí está escoando soja por estrada vicinal, sem a menor condição e, ainda assim, é competitivo. Imagina isso com [um custo de apenas] 10% do frete do que estão gastando hoje para fazer essa logística de grãos. Isso vai dar uma explosão no valor da companhia”, enfatizou.

Quando concluído o projeto, a ferrovia terá a capacidade de transportar, por ano, 3,4 milhões de toneladas de grãos; 1,8 milhão de toneladas de combustível; 10 milhões de toneladas de minério de ferro; e 7,9 milhões de toneladas de outras cargas, como clínquer, gipsita, gesso, coque, níquel. Por eixo, a capacidade máxima de carga é de 33,5 toneladas.

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