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Venda de carros: melhor outubro desde 2014

quinta-feira, 08 de novembro 2018

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O mês passado registrou o melhor volume de vendas de veículos novos para o mercado interno, com um aumento de 25,6%, em relação ao mesmo mês de 2017. Além disso, também ultrapassou em 19,4% a comercialização registrada em no mês anterior, representando uma elevação de 15,3% no acumulado dos primeiros dez meses de 2018, um total 2,1 milhões de unidades vendidas. Esse foi o melhor resultado para um mês de outubro desde 2014 e o melhor desempenho mensal desde dezembro daquele mesmo ano.

Levando em consideração o desempenho registrado até agora, o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antônio Megale, acredita que o setor vai superar a previsão de crescimento de 13,7% no fechamento de 2018. Já para o ano que vem, ele acredita que deverá registrar volumes crescentes de vendas, com a possibilidade de uma elevação na casa de dois dígitos. Os números dessa projeção, no entanto, só serão divulgados no começo do próximo ano.

Mercado externo
Apesar do bom desempenho do mercado interno, as exportações têm números menos impactantes, levando-se em consideração a crise econômica da Argentina, fazendo com que as vendas tenham apresentado uma retração de 1,8% em relação ao número de veículos comercializados em outubro sobre o mês anterior; -37,3%, na comparação com igual mês do ano passado; e foram 10,9% inferiores nos dez primeiros meses do ano em relação ao mesmo período de 2017. Em valores, houve queda de 2,3% no acumulado do ano, com um total de US$ 12,8 bilhões.

Segundo o presidente da Anfavea, as montadoras têm buscado compensar a desaceleração de demanda do país vizinho do Mercosul, por meio de acordos bilaterais com o Chile e a Colômbia. Ele, no entanto, disse que isso não é suficiente para substituir a parceria com Argentina. A expectativa dele é que, ao assumir a condução do Brasil, a equipe econômica do presidente eleito, Jair Bolsonaro, enxergue a importância de se manter os acordos que foram feitos com a Argentina.
Megale comentou que, abrir novos mercados, é muito importante para a evolução positiva da indústria automobilística, mas que não se deve desprezar a relevância do país vizinho. “Tenho a convicção de que essa importância será valorizada no próximo governo”.

Novo governo
O dirigente também manifestou otimismo quanto às relações do setor com o novo governo e que, na primeira oportunidade, a indústria pretende explicar à nova equipe o programa Rota 2030, que prevê investimentos altos em pesquisa e desenvolvimento para que o Brasil fique em pé de igualdade na competição global.
O executivo também defendeu a manutenção do programa do biocombustível, destacando que o país é um dos poucos com capacidade instalada e conhecimento científico no programa do etanol, o “maior em termos de energia renovável e com grande contribuição na política de se reduzir os gases de efeito estufa”.

Produção de veículos cresce 17,8% em outubro

O mercado interno tem mantido a produção de veículos em alta no Brasil. Segundo a Anfavea, entidade que representa as montadoras, houve crescimento de 17,8% em outubro na comparação com setembro. Ao todo, foram produzidos 263,3 mil carros de passeio, veículos comerciais leves, ônibus e caminhões. No ano, já foram montadas 2,46 milhões de unidades, crescimento de 9,9% sobre os 10 primeiros meses de 2017, sendo que foram emplacados 254,7 mil veículos no Brasil em outubro. No acumulado no ano, o crescimento chega a 15,3%, com 2,1 milhões de unidades comercializadas.

Já as exportações continuam em queda. No acumulado do ano, a redução chega a 11% na comparação ao período de janeiro a outubro de 2017. “Infelizmente, temos problemas com nosso principal parceiro, a Argentina. Acreditamos que seria possível bater o recorde de exportações de 2017, mas isso não irá acontecer”, explicou o presidente da Anfavea, Antônio Megale.

Sobre as críticas ao Mercosul feitas pelo economista Paulo Guedes – que será o principal nome da equipe econômica do governo de Jair Bolsonaro (PSL) –, Megale acredita que não haverá grandes problemas. “Nossa visão é que a região deveria cada vez mais buscar se integrar, com convergência de regras. Faz todo o sentido essa complementariedade”, diz o dirigente. O executivo disse ainda, que, em algum momento, haverá um acordo comercial com a União Europeia. “Como setor, apoiamos a abertura de mercado, mas é preciso ser feito de forma gradual”, pontuou.

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