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Vendas do varejo no Estado anotam retração em agosto

quinta-feira, 12 de outubro 2017

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Depois de três altas seguidas, vindo a estacionar, em julho, o volume de vendas do comércio varejista cearense voltou a cair em agosto, ao registrar -0,7%, na análise mensal. Apesar disso, com o novo resultado, o setor interrompeu a sequência de queda observada sobre igual período de 2016, ao passar de -1,2% (julho) para 0,2% registrado em agosto. Os números constam da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada, ontem, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A nova retração, sobre a pesquisa anterior, por outro lado, influenciou na perda acumulada no ano (-3,8%) e em 12 meses (-4,9%) – em julho os índices foram de -4,4% e -5,4%, respectivamente. Já no varejo ampliado – que inclui os setores de veículos e materiais de construção –, acompanhando a elevação de 4,5% em julho, houve alta de 4,3% em agosto, sobre igual período de 2016, enquanto que, em 12 meses, a retração acumulada passou de -4% (julho) para -3%.

Das 27 Unidades da Federação, 17 apresentaram variações negativas no volume de vendas, em relação ao mês imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal, com destaque para Amazonas (-3,2%), São Paulo (-1,7%), Sergipe (-1,4%). Por outro lado, entre os que cresceram em vendas, no País, na mesma base de comparação mensal, destacam-se Tocantins (5,5%); Rondônia (3,9%); Roraima (2,6%) e Rio Grande do Sul (-1,5%).

Comportamento
Na passagem mensal, conforme o levantamento, o Ceará foi o quinto estado a registrar o pior resultado do varejo no Nordeste, atrás de Sergipe (-1,4%), Alagoas e Paraíba (com -1,3% cada) e Pernambuco (-0,8%). No varejo ampliado – cujo cálculo é feito em separado porque os dois setores também vendem para o atacado –, o Ceará também aparece em quinto lugar, em relação a agosto de 2016, com o pior resultado, atrás de Rio Grande do Norte (-4,7%), Piauí e Bahia (com -3,8% cada) e Sergipe (-3,1%). Nessa base, apenas dois estados nordestino registraram alta, como é caso de Alagoas (2%) e Maranhão (0,7%), enquanto que Paraíba não variou.
Acompanhando a retração nas vendas do setor varejista cearense, em agosto, a receita nominal também registrou queda, em relação a julho, de 0,3% – enquanto houve estabilidade no mês anterior. Já na comparação com igual mês de 2016, houve nova queda de -0,3% – embora menor que o -1% de queda observada em julho, nessa mesma base –, fechando o acumulado de 2017 com queda de -1,1% – em julho, o saldo negativo acumulava -1,2%. Considerando o varejo ampliado, a receita avançou 2,8% em relação a julho de 2016, acompanhando o ganho de 3,2% de julho, nessa base. Já em 12 meses, houve discreta variação de 0,6%, enquanto que, em julho, a variação foi de 0,5%. Entre janeiro e agosto de 2017, o ganho passou a ser 0,6%, um pouco acima da alta acumulada de 0,2%, até julho.

Por atividades, no Estado, entre as maiores quedas observadas nas vendas, sobre agosto de 2016, estão livros, jornais, revistas e papelaria (-26,4%); combustíveis e lubrificantes (-24,6%); e móveis (-22,2%) – que acumulam expressiva queda de 31,2% desde janeiro. Por outro lado, as atividades que registraram as maiores altas, nessa base de comparação, foram artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (18,5%); material de construção (17,6%); e equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (14,1%). O setor de veículos, motocicletas, partes e peças – que exercem peso importante no índice geral – subiram 11%.

Brasil
também recua após quatro altas
No País, o volume de vendas do varejo caiu 0,5% em agosto ante julho, após quatro meses seguidos de crescimento, enquanto a receita nominal recuou 0,1%. Em relação a agosto de 2016, o volume de vendas avançou 3,6%, na quinta variação positiva consecutiva para essa comparação. De janeiro a agosto, o comércio soma alta de 0,7%, mas no acumulado em 12 meses permanece negativo (-1,6%). Já o varejo ampliado ficou praticamente estável em termos de volume (0,1%) frente a julho, enquanto a receita nominal teve variação de 0,4% – sendo que, sobre agosto de 2016, cresceu 7,6% no volume de vendas e 5,1% em receita nominal. Os acumulados do volume de vendas foram de 1,9% no ano, mas de -1,6% nos últimos 12 meses, enquanto a receita nominal registrou taxas de 2,3% e 1,2%, respectivamente.

Sete das oito atividades pesquisadas pelo IBGE apresentaram queda em agosto, na comparação com julho. O impacto maior foi sobre equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, categoria que recuou 6,7% na comparação mensal. O setor de móveis e eletrodomésticos foi o único que cresceu no período, com avanço de 1,7%, mantendo ritmo de alta pelo quarto mês seguido. Na comparação com agosto de 2016, o segmento também apresenta a maior elevação, de 16,5%. “O comportamento positivo do setor vem sendo influenciado pela redução da taxa média de juros no crédito às pessoas físicas e pela manutenção da massa de rendimento real circulante na economia”, afirmou o IBGE, em seu comunicado.
Enquanto isso, as vendas de supermercados e produtos alimentícios caíram 0,3% em agosto ante julho. Os indicadores acumulados de janeiro a agosto de 2017 e em 12 meses também registram variação negativa, de -0,2% e -1,3%, respectivamente, conforme o levantamento.

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