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Cosméticos hipoalergênicos funcionam mesmo?

quarta-feira, 11 de outubro 2017

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Entre os produtos de beleza, a inscrição “hipoalergênico” presente nos rótulos já não é mais novidade. Esmaltes, maquiagem, xampu… O que não falta são opções para os alérgicos. Mas será mesmo que essa popularização do termo entrega o que promete e o que se espera dele?

Se você acha que esses cosméticos são capazes de te proteger de qualquer reação alérgica, repense. Segundo a dermatologista Carla Vidal, “os hipoalergênicos causam menos alergia, mas não são 100% seguros”. Afinal, “hipo” é sinônimo de “diminuição”, “baixo”, não de “ausência”.

A ANVISA, responsável pelos testes, reforça essa ideia. De acordo com suas recomendações, a menção só deve aparecer na rotulagem de itens que foram obrigatoriamente submetidos a “testes clínicos de sensibilização cutânea e fotoalergia, que atestem a baixa incidência de reações adversas”.

Reprodução

Hipoalergênico é o mesmo que antialérgico?

A começar pelo prefixo, ambos os termos se confirmam distintos. “Os antialérgicos são medicamentos usados para tratar reações, não é possível relacioná-los. Eles atuam contra os sintomas, que podem inclusive terem sido causados pelos hipoalergênicos, e bloqueiam a liberação da histamina, substância responsável por provocar a alergia tanto em forma de irritações cutâneas, quanto de complicações respiratórias – a famosa rinite. Ou seja, enquanto os hipoalergênicos previnem mesmo que parcialmente, os antialérgicos tratam.

Quais são os ativos mais arriscados?

Perfume, esmalte, maquiagem, xampu e tinturas de cabelo são os produtos que lideram a lista dos mais propícios a provocar uma reação alérgica. Por isso, na hora da compra, Carla sugere se atentar a algumas matérias-primas sensibilizantes presentes em suas formulações. De maneira geral, redobre a atenção com parabenos, aldeídos, bálsamo do peru e propilenoglicol. A seguir, ela destaca outros recorrentes:

No perfume: álcool e fixadores (benzoaneto de amila, almíscar cetona, benzofenona, acetofenona…).

No esmalte: fixador (prefira os que são à base de água), formaldeído e tolueno. No xampu: ácido acetilsalicílico (responsável por controlar a ceborreia).

Na tintura capilar: formaldeído, tolueno. A lista pode chegar a cem itens.

Portanto, em casos de predisposição alérgica, o ideal é consultar um especialista antes do uso de qualquer cosmético.

Fonte: UOL

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