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Empresas apostam em sensualidade e fetiche e fazem “lingerie” para os pés

sexta-feira, 10 de Fevereiro 2017

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Divulgação

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Sensualidade e fetiche com pés podem render bons negócios. As empresas Senhorita JD, de São Paulo (SP),  e As Moças Que Costuram, de Porto Alegre (RS), apostam nesse filão e produzem “lingeries” para pés. São cordões ou sapatilhas com rendas para enfeitar os pés.

A Senhorita JD foi fundada em março de 2008 pela designer de moda Juliana Fasolin Daniluski, 31. Ela diz que investiu apenas R$ 300 para comprar tecidos, linhas e acessórios para começar o negócio. “Eu já tinha máquina de costura porque sempre produzi peças para mim.” A empresa faturou R$ 72 mil no ano passado e não revela o lucro.

As Moças Que Costuram foi criada pela professora aposentada Mônica Lapa, 56, em agosto de 2013. Assim como Daniluski, ela já tinha máquina de costura e também gastou apenas R$ 300 para iniciar o negócio.  “Eu sempre gostei de costurar, mesmo na época em que dava aula.” No ano passado, a empresa faturou R$ 68 mil e lucrou 50% desse total.

Noivas são as principais clientes

Daniluski diz que sempre gostou de produzir artesanato e que na faculdade aprimorou suas técnicas. “Eu vi que dava para fazer peças, principalmente com crochê, delicadas e que trouxessem um toque de moda aos pés.”

Segundo a empresária, as “lingeries” para os pés transmitem sensualidade e um certo fetiche. “As clientes dizem sentir isso principalmente quando estão descalças.”

Ela também produz relicário (medalha que pode conter imagem de pessoa ou de santo) para noivas, seu público-alvo.  Das 1.200 peças que faz por mês, 60% são relicários e 40%, “lingeries”.

A mais cara é o relicário folheado a ouro (R$ 120) e a mais barata é uma “lingerie” de crochê (R$ 39,90). “A ‘lingerie’ é comprada, principalmente, por noivas que resolvem casar na praia.” A comercialização é feita pelo site da empresa e pela rede social Facebook.

Peça custa a partir de R$ 15
Lapa diz que começou a produzir as “lingeries” de pés para uso pessoal. “Sempre precisei usar sapatilhas de nylon para não machucar meus pés quando vestia sapatos.  Mesmo que eu tentasse escondê-las, elas apareciam e deixavam a aparência muito feia. Daí eu tive a ideia de fazer peças mais bonitas, com renda e tule.”

Além das “lingeries”, a empresária produz outras peças íntimas como combinação (vestido de alcinhas colocado embaixo de uma roupa justa ou transparente), anáguas, camisetes e shorts .

A mais barata é a ponteira rendada (“lingerie” para colocar nas pontas dos pés), que sai por R$ 15. A mais cara é a combinação (R$ 110). A “lingerie” que cobre o pé inteiro sai por R$ 25. A empresária diz que vende, em média, 114 peças por mês. Desse total, 84 são “lingeries” para pés. A venda é feita no ateliê dela, pelo Facebook, Instagram e lojas parceiras.

Produto traz sensualidade para os pés
Para Fabiano Nagamatsu, consultor do Sebrae-SP (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo), o produto é uma novidade, atinge um público mais exigente, que gosta de peças feitas de forma artesanal e não se preocupa com o preço.

“É um produto que agrega valor, mexe com a sensualidade feminina e traz um diferencial para a composição do visual. Ele atrai uma consumidora que estará sempre atrás de novidade.”

Artigo é fácil de copiar
Nagamatsu também afirma que, apesar do potencial de venda do produto, ele é facilmente copiável e pode atrair a grande indústria, que já produz a lingerie convencional. “Já virou rotina a industria chinesa copiar peças de todos os cantos do mundo e começar a fabricar. Se isso acontecer, a produção em grande escala pode baratear o produto e gerar uma forte concorrência.”

A mesma preocupação vale para outros artesãos. “O sucesso das peças pode atrair mais empreendedores. Por isso é muito importante manter o diferencial e ter um portfólio com muita novidade.”

Onde encontrar
Senhorita JD – http://www.senhoritajd.com.br

As Moças Que Costuram – https://www.instagram.com/asmocasquecosturam/?hl=pt-br

Fonte: UOL

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