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Em comparação internacional, 4G do Brasil melhora, mas cobertura é pior

quarta-feira, 01 de novembro 2017

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A internet 4G melhorou, e o Brasil saltou, em seis meses, cinco posições no ranking de países com maior velocidade para navegar quando se está no celular.

Segundo relatório da consultoria OpenSignal (em inglês), divulgado nesta quarta-feira (1º), o país subiu para o 42º lugar em uma lista de 77 países. Há um ano, a posição era 52ª. Agora, brasileiros usam internet a velocidade média de 20,34 Mbps (megabits por segundo), o que é melhor que os 19,68 Mbps de um ano atrás. A média global é de 16,6 Mbps.

O problema é que essa velocidade depende de o celular encontrar rede disponível. Ainda que a infraestrutura tenha se expandido, smartphones brasileiros só encontram sinal 4G em 59,31% das vezes que tentam se conectar. No relatório divulgado em junho, o percentual era de 55,29%
Esse percentual é menor que o de nosso vizinhos argentinos (rede disponível em 70,97% das tentativas) e Peru (75,09%). Segundo o estudo, 50 países oferecem acesso à rede 4G em mais de 70% dos acesso, bem acima dos 33 países que tinha esse percentual de conexão em junho. A tecnologia é considerada madura quando há acesso em 80% das vezes.

E para não dizer que todo dia segue sendo um 7×1, segundo esse documento, a Alemanha está atrás do Brasil em oferta de rede e em velocidade nos smartphones. Alemães conseguem usar o 4G em 57,5% das tentativas e navegam a 19,29 Mbps, em média.

Reprodução

ESTAGNOU

Segundo a OpenSignal, a velocidade do 4G estagnou em todo o mundo, e mesmo nos países mais avançados parece distante o momento em que será possível navegar com velocidade média superior a 50 Mbps em redes 4G. Cingapura, com a internet mais rápida, navega hoje a média de 46,64 Mbps.
A consultoria atribui a mudança a um foco maior das operadoras de telefonia em ampliar o acesso à rede, especialmente em países em desenvolvimento. Quando mais pessoas tentam usar a mesma rede, a velocidade tende a diminuir.

METODOLOGIA

A OpenSignal coletou 50 bilhões de dados de 3,8 milhões de smartphones ao redor do mundo para o estudo. A coleta foi realizada entre os dias 1º de julho e 1º de outubro.

Fonte: Folhapress

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