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Entidades conservadoras seriam novo alvo de hackers russos, diz Microsoft

terça-feira, 21 de agosto 2018

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A unidade de inteligência militar da Rússia, investigada por sua influência nas eleições americanas de 2016, teria como novo alvo think tanks conservadores dos Estados Unidos que romperam com Trump e buscam sanções contra Moscou, segundo relatório da Microsoft Corporation. A informação foi divulgada pelo New York Times.

O relatório, programado para ser divulgado nesta terça (21), diz que a Microsoft detectou páginas na internet criadas nas últimas semanas por hackers ligados à unidade russa, antes conhecida como G.R.U.

Os sites levavam os usuários a pensar que estavam clicando em links do Hudson Institute e do International Republican Institute. Mas, em vez disso, eram redirecionados para páginas que tinham o objetivo de roubar senhas e outras informações.

A Microsoft também encontrou sites que imitavam a página do Senado americano.

Martin Bureau / AFP/Getty Images

“Vemos agora um outro aumento nos ataques. O que é específico nesse caso é a maior extensão dos tipos de sites que eles buscam”, afirmou o presidente da Microsoft, Brad Smith, ao New York Times.

O Hudson Institute promoveu programas analisando a ascensão da cleptocracia em governos em todo o mundo, tendo a Rússia como alvo preferencial.

Já o International Republican Institute, que recebe financiamento do Departamento de Estado e da Agência para o Desenvolvimento Internacional, trabalha há décadas pela promoção da democracia em todo o mundo.

Alguns de seus diretores republicanos foram críticos à cúpula realizada em Helsinki, na Finlândia, entre Trump e Putin no último mês.

No domingo, John Bolton, conselheiro de segurança nacional, afirmou que China, Irã e Coreia do Norte também seriam ameaças para o pleito de novembro. Mas a Microsoft não encontrou ações realizadas por esses países ligadas a eleições.

A Microsoft afirmou que está expandido seus esforços para ajudar candidatos políticos a combater influências estrangeiras.

A empresa está começando uma iniciativa chamada “AccountGuard” para reforçar a proteção de candidatos e campanhas políticas, bem como de think tanks e organizações políticas.

Atualizado por Natasha Ribeiro
natasha@oestadoce.com.br
Fonte: Folhapress

 

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