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Aos 81 anos, comissária mais velha do mundo serviu até a família Kennedy

sexta-feira, 10 de fevereiro 2017

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Quando Bette Nash começou sua carreira de comissária de bordo, Donald Trump era um menininho com apenas 11 anos de idade, o Brasil ainda não havia vencido nenhuma Copa do Mundo e uma das principais companhias aéreas do planeta se chamava Pan Am, que hoje nem existe mais.

Era o dia 4 de novembro de 1957 e, passadas quase seis décadas, Bette continua na ativa.

Atualmente com 81 anos, a comissária é considerada pela American Airlines (a empresa que a emprega) como a “mais longeva tripulante de todos os Estados Unidos”. E mesmo sem uma confirmação oficial de entidades como o Guinness World of Records, muitas publicações jornalísticas ao redor do mundo cravam: Bette é “a mais velha comissária de bordo do planeta”.

Estar ainda trabalhando é, segundo ela, um reflexo de um antigo amor por sua profissão. “Eu soube [que iria ser comissária] no momento em que pisei em um aeroporto” diz ela, em entrevista ao UOL. “Aquilo era feito para mim.”

Seu primeiro voo como passageira foi realizado em 1952, quando Nash tinha apenas 16 anos. Ela embarcou, junto com sua mãe, em uma viagem aérea entre os Estados norte-americanos da Virgínia e de Ohio, e, ao observar o trabalho da tripulação, foi “seduzida pela alegria de viajar e por um emprego no qual fosse possível conhecer pessoas do mundo inteiro”.

Cinco anos depois, Bette, então com 21 anos, era contratada pela Eastern Airlines, que mais tarde seria absorvida pela American Airlines.

Testemunha da história

Em sua carreira, Bette serviu os Kennedy e foi testemunha de diversas mudanças que ocorreram no mundo da aviação.

Nos anos 1950, por exemplo, os horários de partida e chegada dos voos ainda eram escritos com giz em lousas espalhadas por diversos cantos dos aeroportos. “Também me lembro dos dias em que as informações nos bilhetes aéreos eram escritas à mão”, brinca Nash. E o que falar da cabine dos pilotos, que costumavam ser acessíveis aos viajantes, mas, principalmente depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, viraram território proibido para o público?

O serviço de bordo, por outro lado, era muito mais sofisticado: “nós servíamos lagosta e carne vermelha de primeira linha em pratos de porcelana para os passageiros”, que, vale lembrar, costumavam vestir suas melhores roupas para realizar uma viagem aérea.

á os cigarros, antes permitidos dentro dos aviões, deram lugar a outro vício: os celulares, que atualmente são alvos de Bette para que sejam apagados na hora do pouso e decolagem das aeronaves. Para fazer os tradicionais anúncios nos voos (como as instruções de segurança pré-decolagem), ela conta com a ajuda de um tablet. “Antes, era tudo no papel”, relembra a comissária.

Apesar de mais modernos e cada vez mais seguros, os aviões se encontram hoje mais lotados e, pelo menos na classe econômica, com um serviço de bordo menos requintado. Mas isso não abala Bette: “ser comissário de bordo não é um trabalho para qualquer um”, avisa ela. “A profissão envolve uma rotina cansativa, que exige fôlego e a habilidade de saber lidar com as pessoas. Nesta área, você realmente precisa gostar do que faz e estar determinado a proporcionar um atendimento de excelência “.

E a idade avançada? Atrapalha de alguma maneira o seu dia a dia profissional? “Se você tiver saúde e se sentir apto a realizar suas tarefas, a idade não é desculpa para não conseguir fazer algum tipo de trabalho. E enquanto eu tiver saúde, ficarei na ativa. Eu ainda me divirto com o que faço. Vou aguentar pelo menos até a chegada do meu Jubileu de Diamante (a marca de 60 anos de carreira), assim como fez a rainha Elizabeth 2ª”, diz Nash.

Hoje, Bette trabalha em uma das mais movimentadas rotas aéreas dos Estados Unidos, em voos da American Airlines que conectam o Ronald Reagan Washington National Airport (que serve a capital americana, Washington DC) e o Logan International Airport (que serve Boston, outra das principais metrópoles dos EUA).

Ela continua recebendo passageiros com um grande sorriso na porta das aeronaves e servindo café para viajantes que, esparramados em seus assentos, parecem mortos de cansaço.

Fonte: UOL

 

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