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Venda de intercâmbios cresce em 38% em meio a instabilidade econômica no Brasil

sábado, 16 de fevereiro 2019

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Mesmo com a instabilidade econômica, arrumar as malas e se jogar mundo afora por meio do intercâmbio tem sido cada vez mais comum para os brasileiros. De acordo com a Belta (Associação de Intercâmbios), o setor movimentou $ 2 bilhões nos últimos dois anos e registrou a marca histórica de 302 mil estudantes enviados ao exterior.

Reprodução

Quem faz parte dessa turma de viajantes é a coordenadora de operações, Tatiane Hashizume, 33, que fez um intercâmbio no Canadá. “Quando a gente retorna, mente se abre e você passa a enxergar o mundo com outros olhos. Seja no âmbito familiar, social e até profissional”, falou.

Segundo o diretor executivo da IE Intercâmbio, Marcelo Melo, a procura por pacotes de educação internacional e carreira cresceu em 38% somente no ano de 2018. “Esse aumento nas vendas revela a necessidade dos brasileiros em melhorar a vida se aprimorando no exterior com o objetivo de se qualificar cada vez mais no mercado de trabalho”, explica.

Canadá, Estados Unidos, Reino Unido, Nova Zelândia e Irlanda, na sequência, figuram os destinos mais preferidos pelos brasileiros. Um dos fatores que influenciaram para a escolha do país é devido: a ótima qualidade de vida. Representando cerca de 14% em 2017 na decisão quando comparado aos 5,3% de 2016, conforme dados da Belta.

A importância da educação internacional na carreira

Ter uma vivência internacional é dar um salto na carreira profissional. Para atar os cintos e subir no avião rumo a essa experiência é preciso planejamento e suporte especializado para que essa experiência seja produtiva e agregue valor ao candidato.

O primeiro passo para essa realização é definir claramente o objetivo da viagem, seja para aprender um idioma ou obter uma qualificação de nível superior, o aluno que investe na carreira precisa se planejar com no mínimo três meses de antecedência: “quanto maior a duração da experiência de educação no exterior, maior a antecedência e reserva financeira” isso porque alguns programa no exterior tem exigência de comprovação de renda, nível mínimo de idioma ou vínculo com o Brasil, “seja qual fora a escolha do estudante, é essencial que o investimento de tempo e dinheiro seja recompensado com a valorização no currículo”.

O investimento em educação internacional cresce anualmente, seja por conta da falta de estabilidade na economia brasileira ou pelo aumento de exigências das empresas. O conselho para quem está empregado e quer evoluir na carreira é optar por programas onde a duração seja acordada com a empresa que trabalha, assim mantém a vaga atual, mesmo que essa mude após o período de qualificação.

Se a opção do aluno for cursar em uma instituição de nível superior, vale analisar se a validação do diploma pelo Ministério de Educação e Cultua (MEC) fará alguma diferença na profissão que atua no mercado.

Para ingressar em faculdades ou universidades as exigências variam bastante, o mais comum é apresentar um teste de proficiência e histórico escolar. E se for o caso de uma graduação de nível mais alto é comum que o estudante precise fazer um curso preparatório no país de destino, antes de entrar na universidade, esse programa é chamado “pathway” e garante a entrada em diversas universidades renomadas.

Eleger o curso e obter o máximo de informações sobre as instituições e os programas que elas oferecem. Em seguida, para escolher o destino, deve-se levar em consideração os benefícios e a qualidade do ensino, além das características que a cidade escolhida tem para contribuir na evolução do profissional. Neste caso, é importante conhecer a cultura do país e o reconhecimento que o curso terá para a carreira em seu país de origem.

Já a duração está diretamente ligada à disponibilidade de tempo e recursos financeiro do viajante, portanto uma duração menor nem sempre resultará no objetivo do viajante. O ideal é fazer um planejamento de pelo menos seis meses, dimensionando o tempo e a reserva financeira.

Atualizado por Natasha Ribeiro
natasha@oestadoce.com.br
Fonte: Ass. de Imprensa

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