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Intestino: um segundo cérebro do corpo humano

terça-feira, 10 de julho 2018

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Manter um cérebro saudável e jovem exige uma alimentação balanceada, prática de exercícios e uma boa noite de sono. Mas, a saúde cerebral também é influenciada pelo órgão que do corpo humano, conhecido como segundo cérebro: o intestino. O sistema digestivo possui uma população de bactérias, em sua paredes, que podem ajudar a moldar a estrutura cerebral e influenciar o humor, comportamento e saúde mental, assim como a possibilidade de desenvolver doenças antes consideradas de origem cerebral.

Reprodução

De acordo com o médico e nutrólogo, Dr. André Guanabara, o  intestino se comunica com o cérebro através do nervo vago, também conhecido como eixo intestino-cérebro, onde cerca de 90% desse nervo transporta informações do intestino para o cérebro. “Essa conversa acontece através de moléculas produzidas por bactérias do intestino, que caso fiquem desequilibradas, apresentando um quadro de disbiose, ou seja, quando predominam as más em relação às boas, aumentam a chance de distúrbios psiquiátricos e neurológicos, tais como autismo, ansiedade, depressão, Alzheimer e doença de Parkinson”, completa o médico.

Pode-se considerar a alimentação como um dos fatores que mais influencia a qualidade de vida das pessoas. Nos últimos 40 anos, o estilo de vida das pessoas passou por inúmeras transformações,  causando uma sobrecarga aos diversos sistemas do organismo. É de grande importância a adoção de um comportamento alimentar saudável. Ingerir um alimento, não garante necessariamente que seus nutrientes estarão biodisponíveis para serem usados pelas células. É aí onde entram os intestinos, que são órgãos de vital importância para o corpo. Eles funcionam como filtros, capazes de permitir ou barrar a introdução de nutrientes necessários ao organismo e de substâncias capazes de prejudicar a saúde.

Já é conhecido pela medicina que algumas situações como a síndrome do intestino irritável, caracterizada por diarreia ou dificuldade de ir ao banheiro sem razão exata, causam nervosismo e depressão. A ansiedade e o baixo-astral podem também resultar em desequilíbrio na flora intestinal e gerar crises.

Um estudo publicado em 2016 realizado por pesquisadores brasileiros revelou que neurônios que habitam o intestino são os responsáveis por despertar as células de defesa em caso de “perigo”, que ser ocasionado por bactérias que entram no organismo acompanhadas por algum alimento.

Atualizado por Natasha Ribeiro
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Fonte: Assessoria de Imprensa

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