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Lombriga aumenta fertilidade das mulheres, diz estudo

sexta-feira, 20 de novembro 2015

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Reprodução

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Uma infecção causada por um conhecido verme parasita aumenta a fertilidade da mulher, afirmam cientistas.

Um estudo realizado com 986 índias na Amazônia boliviana concluiu que aquelas que tinham infecção permanente por Ascaris lumbricoides, ou lombriga, tiveram dois filhos a mais do que aquelas sem a doença. Também registraram menor tempo entre as gestações e a primeira gravidez em idade menor.

Em artigo publicado na revista especializada “Science”, pesquisadores sugerem que o parasita, que pode alcançar até 36 cm de comprimento, altera o sistema imunológico para facilitar a gravidez.

Assim como os fetos, os parasitas são considerados intrusos por esse sistema, e estimulam estratégias de tolerância imunológica para não serem atacados pelo próprio organismo.

Os resultados da investigação podem levar a novos medicamentos usados em tratamentos de infertilidade, concluem.

Em média, as famílias das mulheres da etnia tsimané possuem nove crianças. E cerca de 70% da população possui infecção provocada por vermes parasitas.

Cerca de um terço da população mundial também vive com tais infecções. Estima-se que mais de 1 bilhão de pessoas possuam doenças causadas por vermes intestinais, sobretudo em áreas com más condições sanitárias.

Efeito oposto

Mas enquanto o Ascaris lumbricoides elevou a fertilidade no estudo, que levou nove anos, vermes nematódeos, como os causadores da ancilostomose (ou amarelão), causaram o efeito oposto – três filhos a menos ao longo da vida.

Um dos autores do estudo, Aaron Blackwell, da Universidade da Califórnia Santa Bárbara, disse que os efeitos identificados são “inesperadamente grandes”.

Segundo ele, o sistema imunológico da mulher muda naturalmente durante a gravidez, para evitar a rejeição ao feto, e algo semelhante ocorre na presença da lombriga.

“Acreditamos que os efeitos que notamos provavelmente se devem a essas infecções alterando o sistema imunológico das mulheres, de modo a torná-las mais ou menos receptivas à gravidez.”

Blackwell diz que o uso de parasitas como tratamento de fertilidade é uma “possibilidade intrigante”, mas diz que é preciso mais pesquisas “antes que possamos recomendar qualquer pessoa a tentar isso”.

Fonte: UOL

ASSINATURA-ALEXANDRE

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