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OMS avalia obesidade infantil como um dos maiores desafios do século 21

sexta-feira, 12 de abril 2019

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De acordo com um estudo publicado na revista The Lancet, a expectativa é que a prevalência da obesidade infantil e adolescente ultrapasse a de baixo peso moderado e grave até 2022. Além disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera esse “um dos mais sérios desafios de saúde pública do século 21”.

Reprodução

Essa realidade causa aflição em muitos familiares de crianças obesas, já que há um risco enorme de meninos e meninas desenvolverem, ainda na infância, doenças sérias, a exemplo da diabetes. “Além de todas as problemáticas que essa situação envolve, ainda há uma alta probabilidade de os pequenos virarem adultos obesos e precisarem fazer procedimentos de redução do estomago no futuro”, explica o cirurgião endoscópico, Helmut Poti.

O número de crianças obesas ou com excesso de peso até 5 anos subiu de forma mais leve de 32 milhões em todo o mundo em 1990 para 41 milhões em 2016, de acordo com dados da OMS. Mas, se as tendências atuais continuarem, poderá aumentar para 70 milhões até 2025. O especialista alerta para as principais práticas alimentares que causam obesidade infantil no Brasil. “O consumo de alimentos e bebidas com alto teor calórico e baixo teor de nutrientes; atividade física insuficiente; excesso de tempo inativo em frente a TV ou outras telas, uso de medicação e o sono inadequado, são resultantes do número alarmante de crianças obesas no Brasil e no mundo”, avalia Helmut Poti.

Procedimento em crianças, pode?

Uma pesquisa feita pela Universidade de Havard e publicada em 2018 apontou que 1,9% das crianças a partir dos dois anos são gravemente obesas, enquadrando-se na categoria de obesidade “Classe III”, conforme foi estabelecido pelo estudo. O cirurgião endoscopista, Helmut Poti, afirma que não é o mais adequado crianças realizarem procedimentos cirúrgicos, mas em certas ocasiões, as cirurgias e técnicas já podem ser consideradas opções. “Operações como o bypass gástrico podem ser utilizadas em casos mais críticos e podem encorajar pais a submeterem suas crianças aos procedimentos, a fim de afastá-las de um futuro com obesidade severa”, conclui.

Atualizado por Natasha Ribeiro
natasha@oestadoce.com.br
Fonte: Ass. de Imprensa

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