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Arte contemporânea

quinta-feira, 27 de outubro 2016

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Primeiro veio a pintura, depois a fotografia. Sua mãe era uma artista, e incentivava a criatividade dos filhos. Na casa, havia sempre lápis e papel e as memórias de infância são marcadas por desenhos e pinturas. Seu pai, apaixonado por fotografia, sempre estava pronto para registrar o momento, seja ele qual fosse, com isso passou a paixão para as seis filhas e para o filho, lhes dando câmeras fotográficas. Foi assim, o primeiro contato de Elisabeth Dreher com as duas grandes paixões de sua vida, em especial, a arte.

Dos sete irmãos, Beth foi a única a escolher a arte como profissão. Seus irmãos optaram por carreiras diversas, mas sempre alimentando dons, seja por meio da música, como por meio do desenho, levando isso como hobby para a vida. Seu forte é o desenho e a pintura, e sempre procurou especializar-se nessas áreas, fazendo cursos de serigrafia, pintura em madeira, em tecido e em porcelana nos lugares onde passava, como a Áustria e os Estados Unidos, onde morou por seis anos.
Grande fã de Vicent Van Gogh, especialmente pelo fato de ambos compartilharem o mesmo aniversário, o pintor foi a primeira influência e inspiração, através de sua mãe, Dreher teve contato com livros e obras de Van Gogh. E, desde os 10 anos, tentava seguir o seu estilo. Com a experiência, foi desenvolvendo e aprendendo novas técnicas e passou a apreciar outros grandes pintores, porém Van Gogh permaneceu sendo sua paixão primeira.

Mesmo com alguns familiares incentivando-a a abandonar essa carreira e seguir algo que rendesse mais lucro, Beth sentiu que a arte não era apenas uma paixão que poderia ser deixada de lado, nada a faria mais feliz do que seguir esse caminho diferente. Decidida e aventureira, aos 19 anos, a gaúcha estava cursando Artes Plásticas no Rio Grande do Sul, quando, com outros jovens amigos de faculdade, decidiu que precisava vir ao Nordeste fazer um passeio de barca em um trajeto do Rio São Francisco, que em algum tempo, seria extinto. Por azar não conseguiu fazer o passeio, por sorte veio ao Ceará conhecer suas praias e conheceu Ricardo, filho de Venelouis Xavier, com quem teve Rachel e Ricardinho.

Dedicou-se à fotografia no intuito de continuar seu trabalho artístico seguindo outra vertente que, no momento, lhe parecia mais rentável. Além dessa justificativa, através da fotografia lhe seria possível aumento do estudo de rostos, retratos, e somar conhecimentos sobre luzes e sombras. Seguindo o fotojornalismo, ela está sempre em busca de algo interessante e inusitado para clicar, fazer tudo igual a aborrece.

Odeia aquela foto de festa, posada. Gosta mesmo daqueles registros únicos, que ninguém está pensando ou esperando, diferente e criativa. Adora expressões, os rostos de expectativa, o senhor animado tocando na ‘bandinha’, essas que você só tem uma chance para capturar. Valoriza a adrenalina da conquista desses cliques e se fosse mais jovem, seria fotógrafa de guerra para captar essas emoções.
Apesar de estar em outros caminhos, a pintura continua sendo a mais queridinha.

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