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Empresas têm taxas diferenciadas

terça-feira, 31 de outubro 2017

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Empresas e projetos que tenham uma preocupação ambiental, séria e objetiva, dispõem de alguns benefícios extras na hora de contratar financiamentos. Mas, para isso, precisam comprovar a adoção de providências como o uso racional dos recursos naturais, gestão de resíduos, recuperação de áreas degradadas, implantação de medidas que possam mitigar os impactos ambientais, promover a manutenção ou o incremento da biodiversidade local, ter eficiência energética, dentre outros pontos. E o Banco do Nordeste (BNB), assim como outras instituições financeiras, oferece diversas opções de linhas de crédito para empreendimentos sustentáveis.

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De acordo com o superintendente de Políticas de Desenvolvimento do BNB, Danilo Araújo, “desde os anos 90, o Banco do Nordeste dispõe do programa de crédito FNE Verde, que conta com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) e financia, entre outros itens, a obtenção de certificação ou rotulagem ambiental e/ou florestal. Embora a regulamentação legal do FNE não possibilite oferecer condições diferenciadas de financiamento específicas para as empresas com certificação ambiental, a existência desse tipo de certificação contribui para uma melhor avaliação das propostas de crédito das empresas, facilitando a obtenção do crédito ou mesmo, por vezes, aumentando seus limites de financiamento”, explicou.

Há de se ressaltar que o FNE não libera recursos para projetos residenciais, apenas para agentes produtivos, como produtor rural, comércio, indústria e serviços. Para empreendimentos compromissados com a preservação ambiental e o uso sustentável dos recursos naturais, o BNB dispõe ainda do FNE Sol, que contempla projetos para a geração de energia renovável (solar, eólica, hidráulica); o FNE Água, voltado a projetos para o uso racional e eficiente da água (captação, tratamento e armazenamento de águas pluviais, tratamento e reaproveitamento de águas servidas e provenientes de processos industriais, proteção de matas ciliares de cursos d’água e recuperação de nascentes); o FNE Verde, para o tratamento de resíduos sólidos, produção mais limpa, mitigação de impactos ambientais, eficiência no uso de materiais, agroecologia e sistemas agroflorestais, dentre vários outros itens de financiamento.

Diferenciais
Existem também as linhas especiais do Pronaf (Agroecologia, Floresta, Eco e Semiárido), voltadas para a sustentabilidade. Nessas linhas de financiamento, o cliente encontra condições diferenciadas, tais como taxas de juros subsidiadas (para reflorestamentos voltados à recuperação ambiental), carência e prazos de financiamento mais flexíveis. O próprio banco defende uma política de responsabilidade socioambiental, como o FNE Verde, que atende a diversos empreendedores, com exceção de quem fará a retirada de mata nativa.

Já as linhas FNE Sol e FNE Água, já possuem taxas de juros diferenciadas e prazos mais extensos, que podem chegar a até 20 anos e com período de carência que pode chegar a quatro ou até oito anos. “Há taxas pré-fixadas a partir de 5,65% ao ano, com o bônus de adimplência de 15%, para aqueles empreendedores que pagam as suas prestações rigorosamente em dia. Em alguns casos específicos, o valor chega a ser até 50% do que é praticado por outras instituições de mercado. Mas os prazos de financiamento e de carência representam os nossos maiores diferenciais”, asseverou Danilo Araújo.

Nos últimos anos os projetos que mais têm solicitado linhas de crédito são de energias renováveis, em especial a eólica e já está ganhando forte representatividade a energia solar fotovoltaica, principalmente depois da Resolução 482 da Aneel, que permite micro e minigeração distribuída, e que compreendem, também, projetos de biomassa, nos quais o excedente pode ser vendido para o mercado livre. “Isso, para o Nordeste, tem sido bastante positivo, pois temos um nível de insolação e de constância de ventos que permite produzir energia de modo constante. E há uma linha direcionada para a agricultura, na qual os produtores rurais podem adquirir placas fotovoltaicas, produzir a sua energia off grid, ou seja, apenas para utilizar na sua propriedade, sem poder jogar o excedente para o sistema”, completou Araújo.

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