sábado, 24 de agosto de 2019.
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Um sonho bom!

sexta-feira, 24 de maio 2019

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Eram Katiúsia e Albert Schilling Gomes namorados quando começaram a conversar sobre adotar uma criança como um projeto de vida em comum. O sonho descortinou-se aos dois durante o namoro e ascendeu para o plano de constituírem uma família juntos entre outras afinidades que eles anelavam compartilhar. Um ano após o casamento, nasceu a primeira filha do casal, Nara. A fato de ser uma menina foi pressuposto suficiente para a escolha do sexo masculino do segundo filho do casal, através do processo de adoção, dois anos após o nascimento da Nara. Durante a habilitação presencial deles no Fórum Clóvis Beviláqua em Fortaleza para o Cadastro Nacional de Adoção (CNA), meio eletrônico no qual estão reunidas as informações nacionais de pretendentes habilitados e crianças disponíveis à adoção, eles responderam o questionário sobre o perfil da criança que desejavam adotar. O sexo masculino e a idade até três anos foram informações pontuais assinaladas por Katiúsia e Albert.

O PEOCESSO
LEGAL DE ADOÇÃO
Uma amiga muito próxima ao casal havia adotado e ela foi a referência segura e satisfatória para eles partirem para o processo legal de adoção de um filho e irmão para Nara. “Algumas pessoas quando sabem que outras querem adotar, fazem menção sobre procurar crianças disponíveis no interior do Estado ou em Fortaleza para adoção à margem da lei, mas nós refutamos a ideia. Estávamos preparados para esperar o tempo necessário para conhecer nosso filho, e esperamos bom tempo!”, compartilha Katiúsia. Após o cumprimento dos procedimentos necessários pelo casal no Setor de Adoção do Juizado da Infância e Adolescência no Fórum Clóvis Beviláqua em Fortaleza em agosto de 2014, a primeira boa notícia da habilitação deles no CNA ocorreu em março de 2015, seis meses depois. “Os níveis de ansiedade podem atrapalhar os postulantes à adoção que não possuem boas referências de pessoas que adotaram legalmente e se submeteram de fato às atividades e aos conhecimentos propostos pela equipe do Setor de Adoção no Poder Judiciário. A adoção legal é segurança para toda família.”, alerta Albert.
O Setor de Adoção no Fórum possui equipe interdisciplinar formada por assistentes sociais, psicólogas e pedagoga. Os trabalhos são realizados em conjunto pelas profissionais e configuram atividades importantes para a conscientização e o aperfeiçoamento relacional dos pretendentes à adoção de crianças, tornando-se material imprescindível para a decisão do juiz sobre os processos de adoção. “Todo o processo de adoção foi demorado, no entanto, a partir da chegada do Wesley, nosso filho em nossa casa, toda a adaptação ocorreu muito rápido.”, pontua Albert.
No primeiro dia de novembro de 2017, o casal recebeu nova ligação do Fórum, a chamada era para conhecer Wesley no Abrigo Casa de Jeremias em Fortaleza. A criança estava há dez dias para completar três anos de idade, característica distinguida pelos pais no preenchimento do formulário de pretensão à adoção de uma criança. Albert lembra admirado o sorriso da esposa ao encontrar a criança no abrigo. “O sorriso dela foi lindo!”. Após um mês de convivência com Wesley, Katiúsia e Albert receberam a guarda provisória da criança.

A CONVIVÊNCIA
ENTRE IRMÃOS
Dez dias após a convivência entre Wesley, Katiúsia e Albert no abrigo, Nara encontrou o irmão do coração. Ela tinha cinco anos e ele completava três anos na oportunidade da chegada à sua nova família. O dia do aniversário do Wesley foi o dia do encontro entre irmãos no abrigo! Albert compartilha que foi necessário Nara aguardar o tempo do irmão para ele se aproximar dela. O primeiro acolhimento procurado por Wesley foi, demasiadamente, da mãe Katiúsia. Albert foi o mediador na relação entre os três, valorizando o amadurecimento da Nara na construção da companhia do irmão que ela esperava ganhar dos pais e o referencial adulto masculino dentro de casa para Wesley, visto que a maioria das profissionais são mulheres no abrigo. Entre as demonstrações de acolhida da Nara ao irmão está um desenho para escola sobre o qual ela deveria identificar um medo. Ela falou para os pais que sentia medo da “moça do Fórum”. Os pais perguntaram porque e descobriram que Nara pensava que a moça levaria embora o irmão. As visitas da “moça do fórum” representa o trabalho das assistentes sociais no período entre a guarda provisória e a guarda definitiva no processo de adoção de Wesley na família. Após seis meses, Katiúsia e Albert receberam a guarda definitiva do Wesley.

O AMOR MUDA
Há um movimento emocional muito grande no processo de adoção entre a criança e a pessoa que ela escolhe, primeiramente, para suprir as suas necessidades emocionais, pontua Katiúsia. “A dependência demasiada do Wesley por mim no início foi difícil porque meu coração zela igualmente pelos meus filhos, no entanto o auxílio da psicóloga do Fórum sobre essa situação, especialmente, ao me fazer a pergunta: “Você ama sua filha do mesmo jeito como a amava quando ela nasceu?”, me fez entender que o amor de pais é um processo que passa por transformações e construções para o amadurecimento saudável deles e nosso. Albert complementa que o amor é construído, muda a rotina da casa e da família: “É necessário construir muito bem o sentimento de adoção consigo mesmo e com seu cônjuge porque já no primeiro contato com a criança, ela sabe que está sendo adotada. Todas elas no abrigo ao serem visitadas com autorização do juiz sabem! Wesley tomava litros de danone em casa e quase passava mal! A vida dele começou a mudar conosco e nós tínhamos responsabilidade sobre as mudanças.”.
Katiúsia e Albert possuem 18 anos de relacionamento e fizeram a primeira viagem internacional com todos os membros da família, eles e as crianças, em outubro de 2018. Eles foram para a Walt Disney World na Flórida, nos Estados Unidos da América (EUA). Os ambientes descobertos juntos foram importantíssimos para fortalecer os vínculos entre eles, visto que precisavam estar próximos, cuidando uns dos outros, encontrando coisas novas, divertindo-se e vencendo as dificuldades comuns para quem está fora da nação de origem e viajando com filhos ainda pequenos de 6 e 4 anos, respectivamente Nara e Wesley. Foi uma viagem de sonhos! Memorável e inesquecível!

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