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Desafeto de Guardiola, Mandzukic chama atenção por estilo brigador

quinta-feira, 12 de julho 2018

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Autor do gol decisivo que classificou a Croácia à final da Copa, Mario Mandzukic está longe de ser um atacante daqueles arrasadores, que marca um gol por partida como, por exemplo, o rival Harry Kane. Mas não se pode acusá-lo de falta de contribuição e sacrifício para o time, disputando bolas das laterais à grande área. E se não bastasse o que faz em campo, ele também briga fora dele. Já sobrou até para Pep Guardiola.

Na Copa do Mundo, Mandzukic tem atuado ao lado de Rebic no ataque croata, ora fazendo o papel de atacante central, ora caindo pelo lado. Com um time que não chega a ser super ofensivo, ele teve dez oportunidades de gol e marcou duas vezes. Obviamente, o tento mais importante foi o da virada sobre a Inglaterra, na prorrogação.

Sua influência sem a bola também é sentida. Mandzukic é tão brigador que tem 11 faltas na competição, notabilizou-se por ganhar duelos aéreos e conseguiu roubadas de bola. Nada diferente do que se vê em seus clubes.

Reprodução

Seu início de carreira, diga-se, era como tradicional goleador. No Bayern de Munique, por exemplo, foi o principal centroavante e apresentou bons números, com 33 gols em 54 gols.

Quando Guardiola chegou, no entanto, ele tinha outros planos e queria utilizá-lo em funções diferentes, além de priorizar outros jogadores como centroavante. Mandzukic não aceitou bem e acabou saindo do time para o Atlético de Madrid em 2014.

Questionado posteriormente, afirmou que não tomaria café com o técnico espanhol, a quem acusou de boicotá-lo. Guardiola, por sua vez, também o atacou no livro Guardiola Confidencial, que trata de seu primeiro ano em Munique. Para o treinador, o croata era ótimo jogador, mas seu temperamento tornou impossível a permanência.

A partir daí, Mandzukic passou a ser mais polivalente, atuando em várias faixas do campo à frente. É assim na Juventus, que tem Higuaín como principal centroavante. Para perceber a diferença do Bayern, ele tem 22 gols em 92 jogos.

Apesar das críticas a Guardiola, Mandzukic não chega a ser um homem de muitas palavras. Pouco antes da semifinal, era quase monossilábico ao responder a jornalistas estrangeiros, cara meio fechada, meio com sorriso irônico. Fugia de questões polêmicas. Em campo, porém, resolveu.

Atualizado por Natasha Ribeiro
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Fonte: Folhapress

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