quarta-feira, 22 de agosto de 2018.
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Ferrão busca manter base campeã para 2019

sexta-feira, 10 de agosto 2018

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O Ferroviário vive dias de glória após a inédita conquista da Série D do Campeonato Brasileiro, um título que reascendeu a chama coral no coração dos torcedores e trouxe de volta, definitivamente, o clube da Barra do Ceará ao cenário do futebol nacional. Com passaporte garantido para disputar a Terceirona no próximo ano, a direção do Peixe ainda segue o planejamento da atual temporada, já que pela frente o clube tem a Taça Fares Lopes, que dá leva o campeão à Copa do Brasil 2019.

Elenco e comissão que triunfaram em Campina Grande, na Paraíba, receberam merecido descanso após uma maratona de jogos e só retornam às atividades na Vila Olímpica Elzir Cabral na próxima terça-feira. Enquanto isso, a alta cúpula coral segue trabalhando na avaliação do plantel e buscando peças no mercado para reestruturar a base visando a sequência do ano e olhando já para os compromissos da próxima temporada. O período de renovações contratuais já está a todo vapor na Barra.

Ficam
Até agora oito atletas já garantiram permanência para dezembro de 2019 na Vila Olímpica: Gleibson e Léo (goleiros), Lucas Mendes e Sávio (laterais), Luís Fernando (zagueiro), Mazinho e Robson Simplício (volantes) e Rafael Guedes (atacante). Entretanto, informações de bastidores dão conta de que outros atletas estão com situações bem avançadas para prolongas seus vínculos com o Tubarão.

É o caso do experiente meio-campista Leanderson, capitão da equipe e um dos líderes do elenco coral na conquista da Quarta Divisão. Às vésperas de completar 36 anos, o jogador deseja permanecer na Barra e seguir no projeto do clube. “Prefiro ficar aqui e criar raízes, até pela minha idade, temos muitos frutos a colher depois dessa nossa conquista, a diretoria quer manter a base. Comigo as conversas estão avançadas, creio que vamos renovar sim”, revelou Leanderson, à TV O Povo.

E o artilheiro?
A situação do centroavante Edson Cariús ainda não está definida. Artilheiro isolado da Série D com 11 gols, o camisa 9 coral despertou a atenção de muitos clubes no País. Conta a favor do Peixe o fato de Cariús já ter jogado por duas equipes nesta temporada em competições nacionais (Copa do Brasil pelo Floresta e Quarta Divisão nacional pelo Ferrão), portanto estaria impedido de atuar por agremiação até dezembro, segundo à as normas da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Porém, o mercado fora do Brasil tem portas abertas para o atacante e o ex-jogador Jardel pode ser um condutor para levar o matador à Europa.

Procurado pela nossa reportagem, o vice-presidente do Ferroviário, Newton Filho, confirmou que a intenção da atual gestão do clube da Barra é trabalhar para renovar com o máximo de jogadores possíveis que formam a atual base do elenco coral, mas não revelou nomes que possam vir a sair ou ficar por enquanto, visando não atrapalhar as conversas com atletas e seus representantes, já que possivelmente algumas peças estão recebendo sondagens e ofertas de outros clubes.

Goleiro cearense terá chance de
jogar e estudar nos Estados Unidos

O sonho de todo garoto é jogar futebol. Brilhar nos gramados, fazer gols ou evitá-los, ter seu nome cantado pelas torcidas e fazer sucesso. Alguns conseguem, outros não. É buscando um lugar ao sol e sonhando com tudo que Lucas Aquino, de 24 anos, irá jogar nos Estados Unidos em breve. A oportunidade surgiu através de uma academia de futebol chamada Next Academy, que tem acesso às universidades americanas e envia estudantes/atletas para representar as equipes universitárias nas competições, dando assim grandes oportunidades não só no futebol, mas também nos estudos.

“A Next Academy apareceu como um divisor de águas na minha vida, algo que nunca tinha aparecido antes, onde poderei enxergar mais objetivos pela frente, como o de me formar em uma universidade norte-americana, além de buscar meu espaço no futebol de lá e quem sabe disputar a MLS [Major League Soccer], que é a maior liga do País e uma das que mais cresce no mundo”, revela Lucas.
O jovem, que iniciou no futebol aos 9 anos, é da Granja Lisboa, oriundo da escolinha do bairro. De lá foi incorporado às categorias de base do Fortaleza. Aos 15 anos iniciou sua trajetória por outros clubes (atuando também entre os profissionais) como Tiradentes, Corinthians-NE, Pacatuba, Rio Branco, até chegar ao Baraúnas-RN, onde ficou por três temporadas, mas uma lesão o afastou dos gramados por seis meses as portas se fecharam para o goleiro.
“Depois de recuperado, tentei atuar em clubes locais, mas não obtive sucesso em nenhum deles, pois estava sem ninguém para me dá aquele apoio necessário para que eu obtivesse êxito. Faltava confiança, incentivo, força”, diz.
Sobre a experiência de atuar fora do Brasil, Lucas quase jogou em um país vizinho e diz quais são as principais barreiras que terá de enfrentar. “Quando fiz 18 anos, surgiu uma oportunidade de jogar no Club Nacional, do Paraguai, porém a negociação não se concretizou. Quanto a morar fora, com certeza a primeira dificuldade será superar a distância dos familiares e amigos. Daí virão as outras como a adaptação a outro país, já que é uma cultura bem diferente da nossa, questão do idioma e por aí vai”, explica o jovem.
Sobre as oportunidades no Estado, Lucas dá dicas do que precisa melhorar. “Creio que aqui Ceará e Fortaleza estão crescendo muito estruturalmente, isso já é uma boa evolução para obtermos mais sucesso no cenário nacional. Precisamos de mais competência, honestidade e respeito para com os nossos atletas. Infelizmente é isso que está faltando hoje”, completa.

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