domingo, 20 de janeiro de 2019.
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Handebol brasileiro busca sucesso no Mundial

sexta-feira, 11 de janeiro 2019

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A seleção brasileira masculina de handebol disputa o Mundial de 2019, a partir desta sexta-feira, com duas missões principais. O objetivo imediato é passar da primeira fase do torneio após ter caído em uma chave complicada. As rivais são França, rival da estreia às 16h30 (de Fortaleza), Alemanha, Rússia, Sérvia e Coreia, que jogará com um time unificado. Três equipes se classificam.
Outra meta, essa de longo prazo, é começar a melhorar a imagem do esporte, que em 2018 viveu uma sequência de episódios negativos. Em abril, Manoel Luiz de Oliveira, no comando da confederação brasileira (CBHb) desde 1989, foi afastado temporariamente por decisão da Justiça.

Ele é acusado de irregularidades em convênios firmados entre a entidade e o Ministério do Esporte para a realização em São Paulo do Mundial de 2011. Ricardo Souza, então vice-presidente e aliado de Oliveira, assumiu o comando. Oficialmente, o cartola já estava afastado do cargo antes da decisão judicial por conta de um problema de saúde.

Na sequência, o Banco do Brasil, apoiador do handebol desde 2013, decidiu que não renovaria o acordo que pagava cerca de R$ 16 milhões por ano para a confederação. Em agosto, jogadores criaram o Atletas pelo Handebol, movimento que surgiu com o pedido para que Oliveira renunciasse e que passou a reivindicar mais espaço para discutir a gestão do esporte. Sem o Banco do Brasil e à procura de novos patrocinadores, a confederação convive com um buraco financeiro. Em outubro, treinamentos programados para a seleção masculina foram cancelados por falta de verba.

Arranhou
Atualmente, a CBHb conta com recurso dos Correios destinado a acampamentos de jovens. Também estão previstos cerca de R$ 2,9 milhões em repasses do Comitê Olímpico do Brasil em 2019. Em novembro, a entidade anunciou a empresa alemã Kempa como sua fornecedora de material esportivo.
“Há uma imagem arranhada, mas estamos modificando isso com um novo modelo de trabalho e aproximação com atletas e clubes. A entrada da Kempa no olho do furacão deu respaldo, mostrando que o handebol é maior do que tudo o que está acontecendo”, afirma Souza.
Ele nega que tenha havido lesão aos cofres públicos na realização do Mundial. Diz também que é amigo de Oliveira, mas que a relação pessoal não interfere na entidade. Segundo Souza, o presidente afastado “nunca mais pisou na confederação”.

Thiagus Petrus, capitão da seleção e integrante do movimento de jogadores, enxerga uma melhora na relação da entidade com os atletas. “Pior não poderia ficar. Não queremos só reclamar, apresentamos soluções, e pelo menos até agora a confederação está escutando. Se eles vão fazer o que estamos sugerindo é uma coisa deles, mas estamos tentando”, afirma o atleta do Barcelona.
Ele cita como conquista a mudança da sede da confederação de Aracaju (SE), onde Oliveira mora, para São Bernardo do Campo (SP), local que abriga o centro de desenvolvimento da modalidade, inaugurado em 2016. A previsão é que a mudança, uma antiga promessa da CBHb, ocorra até março.

 

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