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Mais barata que F-1, Indy tem carros mais rústicos e corridas longas

sexta-feira, 19 de maio 2017

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Para o espectador casual, a Fórmula 1 e a Fórmula Indy podem não parecer muito diferentes. Porém, elas trabalham com conceitos totalmente distintos de competição e tecnologia. O que Fernando Alonso está experimentando em sua estreia nas 500 Milhas de Indianápolis é um carro preparado para andar rápido em retas e uma categoria em que o equipamento faz menos diferença.

A Fórmula 1 se define como um campeonato de construtores, em que cada equipe deve desenvolver seu próprio carro, podendo compartilhar motores (que se chamam unidades de potência pelo fato de serem híbridos), câmbio e transmissão. Isso cria diferenças grandes de rendimento entre as equipes, muito em função, também, dos orçamentos, que podem chegar a 450 milhões de dólares ao ano no caso de equipes como Mercedes e Ferrari.

No caso da Fórmula Indy, o gasto anual fica entre 5 e 15 milhões de dólares, pois o desenvolvimento dos chamados kits aerodinâmicos fica a cargo das duas fornecedoras de motores, Honda e Chevrolet. A base de ambos, contudo, é a mesma: um chassi Dallara. E os locais de desenvolvimento são pré-definidos, enquanto na F-1 o regulamento indica apenas restrições de altura e largura, criando caixas imaginárias ao redor dos carros.

Os carros da F-Indy podem ser considerados menos tecnológicos, pois seus motores não têm sistemas híbridos e os carros não possuem direção hidráulica ou câmbio semi-automático, como acontece na Fórmula 1. Os freios de fibra de carbono da F-1 também são mais eficientes e os carros, ainda que percam ligeiramente em termos de velocidade de reta, são bem mais rápidos em termos de contorno de curva. Ambos os fatores são explicados pelo fato dos F-1, mesmo sendo mais potentes, produzirem muito mais pressão aerodinâmica.

CORRIDAS

Pode-se dizer que a temporada da F-Indy é mais variável que a F-1, pois os carros mudam bastante para se adaptarem aos circuitos de rua, mistos, e ovais, e a duração das provas podem mudar bastante, podendo superar os 800km, como no caso de Indianápolis. Já uma corrida da F-1 gira em torno de 300km -apenas Mônaco é mais curta- e não pode passar de 2h.

As duas categorias têm pit stops obrigatórios mas, na Indy, há também o reabastecimento. As formas de ajudar no reabastecimento também são diferentes: na Indy existe o push-to-pass, aumento de potência de 15 a 20 segundos que pode ser usado dez vezes por corrida, enquanto na F-1 é usado o DRS, um dispositivo que modifica a posição de uma das lâminas da asa traseira para diminuir a resistência ao ar. Ele só pode ser ativado quando um piloto está a menos de 1 segundo do rival em zonas pré-determinadas.

Fonte: Folha Press

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