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Real oficializa chegada de Eder Militão ao Bernabéu

sexta-feira, 15 de março 2019

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A venda do defensor Eder Militão do Porto ao Real Madrid, confirmada ontem pelo clube espanhol, fará o São Paulo receber mais 5,8 milhões de euros (aproximadamente R$ 25 milhões) pelo jogador formado em suas categorias de base. Além do mecanismo de solidariedade da Fifa, os brasileiros ainda detinham 10% de uma negociação futura no acordo de julho do ano passado com os portugueses. Ao todo, o lucro tricolor com sua promessa chega a números próximos de R$ 43 milhões.

Assim, o ex-jogador do São Paulo é o primeiro reforço confirmado pelo clube espanhol desde o anúncio da volta de Zinedine Zidane, na última segunda-feira. O brasileiro se incorporará ao elenco merengue na próxima temporada europeia. O contrato é de seis anos, com validade até 2025.
Militão defendeu o São Paulo entre 13 e 20 anos de idade, das categorias de base ao time principal, pelo qual realizou 57 partidas e marcou quatro gols. Apesar de não ter conquistado títulos, ele ficou marcado pelo bom desempenho no Campeonato Brasileiro de 2017, quando o São Paulo se salvou do rebaixamento, e também por ter sido lançado como profissional pelo ídolo Rogério Ceni em sua passagem como treinador. Após desavenças no processo de renovação contratual, o jogador que atuou em três posições (lateral, zagueiro e volante) no São Paulo foi negociado com o Porto em 2017 por 4 milhões de euros (R$ 18 milhões, na cotação da época).

No contrato, o São Paulo acertou que permaneceria com 10% de uma eventual negociação futura, e foi o que aconteceu na venda ao Real Madrid após menos de um ano: os brasileiros receberão 4,5 milhões de euros (R$ 19,4 milhões) – o clube português descontará comissão e pagará 10% sobre 4,5 milhões de euros, e não 5 milhões de euros. Os outros 3% são pelo mecanismo de solidariedade, o equivalente a 1,3 milhão de euro (R$ 5,6 milhões). Somando primeira venda, negociação futura e mecanismo da Fifa, são 9,8 milhões de euros (R$ 43,1 milhões).

Lucro
O São Paulo já arrecadou R$ 54 milhões com vendas de jogadores em 2019. Além da quantia referente à “segunda parcela” de Militão, foram R$ 28,5 milhões pela venda de Rodrigo Caio ao Flamengo e mais R$ 7,2 milhões pela negociação de Tuta com o Eintracht Frankfurt. O clube do Morumbi tem meta de arrecadação com vendas para 2019 estimada em R$ 120 milhões.

O número não é absoluto, é uma média baseada em anos anteriores, e nem precisa ser seguido à risca, embora seja o norte das operações. Para alcançar sua meta de vendas, o São Paulo não pretende afetar seu time titular.

Em um mundo ideal, o Tricolor quer parar de depender da venda de jogadores para sustentar o departamento de futebol. Essa é uma promessa que o diretor financeiro Elias Albarello fez em abril do ano passado, mas que ainda não pode ser colocada em prática nesta temporada.
Só que uma forma de aliviar os efeitos negativos de viver das negociações foi encontrada: tentar blindar pelo menos os titulares e principais nomes da equipe. Até agora, o Tricolor negociou Rodrigo Caio com o Flamengo, Lucas Perri com o Crystal Palace e Tuta com o Eintracht. Nenhum deles seria titular ou deslumbrava um 2019 com mais chances de atuar.

Surgiu
Militão subiu para treinar com o time profissional do São Paulo em 2016, sob o comando do argentino Edgardo Bauza, e foi efetivado como profissional em abril de 2017, por Ceni. Ele jogou como zagueiro e volante sob o comando de Ceni e virou lateral-direito com Dorival Júnior no comando. No Porto, em menos de um ano, ele foi lateral e zagueiro, e na Seleção Brasileira, idem. Ele está convocado para amistosos de março, contra Panamá e República Tcheca.

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