sexta-feira, 20 de setembro de 2019.
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Reformulação no Ferrão após fracasso na atual temporada

quinta-feira, 05 de setembro 2019

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A atual temporada tinha tudo para ser muito promissora para o Ferroviário. O clube fez um ano histórico, emblemático em 2018, conquistando a Taça Fares Lopes e a Série D do Campeonato Brasileiro – primeiro título nacional de seus 86 anos -, uma taça especial e que fez o Tubarão retomar de vez os trilhos do sucesso. A torcida voltou a vestir a camisa coral com orgulho e a acompanhar o dia a dia do clube da Barra do Ceará, tudo isso porque o glorioso “Ferrim” não era mais uma entidade que vivia apenas de passado.

Embora a estrutura promissora continue sendo mantida na Vila Olímpica Elzir Cabral, o planejamento de 2019 acabou fracassando e o time descarrilou. Após um primeiro turno avassalador, considerado um dos melhores da história da competição no atual formato. Foram 19 pontos conquistados em 9 jogos, dando ao time do então técnico Marcelo Vilar um aproveitamento de 70%. Já no returno, uma decepção abismal: apenas 6 pontos contabilizados, uma vitória em 9 rodadas e uma eliminação inesperada. De líder a desclassificado em poucas semanas.

A saída de Marcelo Vilar desencadeou uma série de dificuldades dentro de campo para a equipe manter o desempenho que o fez líder do Grupo A durante boa parte da fase inicial da competição. Leandro Campos foi contratado e durou incríveis três partidas, onde não conseguiu levar a equipe nem mesmo a um mísero empate. O ídolo coral Marcelo Veiga chegou como um sopro de esperança para o torcedor e com a missão de fazer o elenco render para “salvar” a vaga no mata-mata. No entanto, o ex-lateral acumulou novos fracassos e por suas mãos veio a eliminação.

Consequências
Sem chegar perto de lutar pelo grande objetivo que era a sonhada vaga na Série B nacional – talvez até com mais uma taça – a direção do Ferrão foi obrigada a iniciar um processo de reformulação já durante o restante da temporada, tudo isso pensando em 2020. O elenco, que agora tem apenas a Taça Fares Lopes a disputar, passou a perder peças. Ontem o Tubarão anunciou o desligamento de mais cinco atletas: Mazinho, Léo Jaime, Jean Henrique, Jean e Nael. Léo Jaime voltou ao clube onde foi revelado, porém, não conseguiu repetir o bom desempenho de outrora.

Na semana passada, com a remontagem em andamento, mais sete jogadores já haviam deixado o Elzir Cabral em rescisões amigáveis: Juninho Arcanjo, Esquerdinha, Remerson, James Dean, Jackson Caucaia, Lucas Mendes e Zeca. O atleta mais importante a se despedir do Peixe foi o centroavante Edson Cariús, que conversou com a alta cúpula coral após a eliminação na Terceirona e expressou seu desejo de mudar de ares. Após alguns dias de indecisão com relação ao futuro, o centroavante acertou sua saída para o CRB, por empréstimo, mas já com um pré-contrato assinado com o Fortaleza e, em janeiro, firma o vínculo definitivo com o clube do Pici válido por dois anos.

Sem conseguir destaque na Fares Lopes, a tendência é de que novas mudanças aconteçam no plantel e até a permanência de Marcelo Veiga no Tubarão ainda não dada como certa para o próximo ano. Se as saídas se avolumam, o clube também começa, mesmo que timidamente, a trazer novos nomes. Já desembarcaram na Barra o lateral-esquerdo Acácio, que disputou a última Série C pelo Volta Redonda, e o atacante Jefferson Galego, que estava na Ponte Preta, onde vinha disputando a Copa Paulista. No começo do ano, o novo avante coral disputou o Campeonato Paulista pelo Bragantino, onde Veiga era o técnico.

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