sábado, 13 de outubro de 2018.
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Vozão aproveita “folga” para trabalhar e aprimorar condição física do elenco

quarta-feira, 10 de outubro 2018

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Focado no duelo contra o Botafogo, próximo adversário do Ceará no Brasileirão, os trabalhos em Porangabuçu não param. O time comandado pelo técnico Lisca continuou, no Estádio Vovozão, a preparação para a partida diante dos cariocas. Sete dias de trabalhos já se passaram. Além de ajustes do esquema técnico-tático do grupo, o período maior possibilita ao grupo recuperação dos níveis de estresse físico e psicológico.
“Tem muita gente que fala que a pausa é um ponto negativo, porque pode quebrar o ritmo que o time vinha tendo na competição. Eu procuro sempre encontrar o lado bom das coisas. Para nós, essa pausa nos possibilitou um tempo maior de preparação. O professor Lisca está conseguindo estudar vários esquemas táticos e aperfeiçoar ainda mais a ideologia dele”, afirmou Richardson, em coletiva de imprensa.
Para o volante, o próximo desafio do Alvinegro contra o clube carioca deve ser encarado com muita seriedade. A diferença atual entre as equipes é de apenas três pontos a mais para os cariocas. “Confronto direto nunca é um jogo fácil. É o tipo de partida que se decide nos detalhes. O Botafogo é um adversário superdifícil de encarar. É uma equipe com bastante qualidade técnica. Iremos respeitá-los, mas sabemos que, diante do nosso torcedor, precisamos fazer a nossa lição de casa”, ponderou Richardson.

Parte física
Entramos na reta final da Séria A. O intervalo do jogo contra a Chapecoense até o próximo diante do Botafogo é de 15 dias. Até o momento, nove dias se passaram e foram divididos entre trabalhos com bola, atividades na academia e recuperação no departamento médico, em Porangabuçu. O adiamento da partida contra o Cruzeiro, marcada para o dia 24, proporcionou ao Vozão uma preparação mais ainda mais intensa para os últimos jogos pelo Brasileirão.
Zerar o nível de estresse físico e psicológico dos atletas é um ponto positivo que essa pausa proporciona. Quem defende isso é o preparador físico Flávio de Oliveira. O profissional explica que a parada ajuda em reduzir os riscos de lesões, além de melhorar o condicionamento físico de atletas com grande minutagem de jogo.
“Sem dúvidas a pausa é importante. A gente não pode só pensar em ritmo de jogo, existem muitas outras coisas envolvidas no futebol além do campo. Esse tempo que estamos tendo vem sendo importante para resgatarmos atletas que estavam com “CK” (creatinoquinase, enzima que pode determinar risco de lesão com altas taxas) elevado. Esse é o nível máximo de desgaste de um jogador e precisamos trabalhá-lo para prevenirmos lesões”, afirmou o preparador.
Para Flávio, a forma dinâmica que o professor Lisca trabalha ajuda para que, quando chegar no dia do jogo, o ritmo não seja perdido, mesmo após esses 15 dias sem partidas. “O Lisca é um cara que tem uma visão muito boa de futebol. Ele entende como se deve trabalhar e preparar os atletas para um determinado jogo. A forma ativa como ele conduz os treinamentos faz com que os atletas continuem com a mesma pegada e isso é muito importante”, explicou.

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