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Camilo lamenta morte, mas ressalta preparo policial

quarta-feira, 13 de junho 2018

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O caso da mulher atingida e morta por um disparo dado por uma composição da Polícia Militar, na última segunda-feira, mexeu um pouco mais com as estruturas da segurança do Ceará. O acontecimento gerou revolta na opinião pública e, de certa forma, eleva a pressão sobre os ombros de quem comanda as forças estaduais de combate ao crime.
Durante a solenidade de entrega de 125 novas motos para o Batalhão de Policiamento de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (BPRaio), na manhã de ontem, o governador Camilo Santana se pronunciou acerca da morte de Gisele Távora Araújo, 42, lamentou o ocorrido, mas ressaltou a qualidade da corporação.

“Infelizmente, fatos como esses acontecem, mas é preciso entender que toda a Polícia é muito preparada, temos uma das melhores academias de Polícia do Brasil, aqui, no Ceará”, disse o gestor, que determinou a minuciosa apuração de todo o ocorrido e averiguar o que aconteceu de errado para haver um desfecho tão trágico.
André Costa, titular da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Pessoal (SSPDS), também falou sobre a morte da mulher e destacou as dificuldades que os policiais enfrentam diariamente nas ruas da Capital. “O trabalho do policial é desafiador, com uma carga de estresse muito grande. Nossos homens atuam em milhares de abordagens por ano. Em alguma situação, pode acontecer. Não nos esqueçamos que toda profissão é passível de erros, inclusive a nossa”, ressaltou.

A Secretaria da Segurança informou, ontem, que uma composição da Polícia Militar se apresentou, ainda na segunda-feira, no 13º Distrito Policial (Cidade dos Funcionários), onde foi registrado boletim de ocorrência (B.O.) acerca de uma perseguição policial que resultou na morte de Gisele. O caso foi transferido para a Controladoria Geral de Disciplina (CGD). A arma utilizada pelo PM e o carregador da mesma foram apreendidos para realização de perícia. Os agentes envolvidos no caso foram ouvidos hoje.

Segundo o boletim de ocorrência referente ao caso, Gisele teria trafegado com seu veículo em algumas ruas pela contramão, deixando de parar alguns sinais vermelhos, o que acabou sendo considerado um comportamento que levaria perigo aos demais cidadãos. O secretário explicou, ainda, que esse tipo de conduta obriga aos agentes a agirem de maneira mais enérgica e, em algumas situações, necessitando usar armas.

O caso
O fato aconteceu na Avenida Oliveira Paiva, no bairro Cidade dos Funcionários. Na ocasião, a mulher transitava pela via no HB20 de cor branca e placas ORY-4195, quando recebeu voz de parada, vinda de uma composição da Polícia Militar, que estava em diligências na região, em busca de um automóvel do mesmo modelo, que havia sido tomado de assalto. A determinação não foi obedecida e o veículo continuou sua trajetória pela via. Deu-se início, então, a uma perseguição. Durante a investida, um policial efetuou um disparo para atingir o pneu do automóvel, mas o tiro acabou atingindo a condutora do carro.

O veículo foi interceptado, momento em que uma adolescente de 17 anos, filha da motorista, desembarcou e se identificou. Os policiais constataram que a condutora do automóvel estava ferida, momento em que uma ambulância do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) passava pelo local e prestou os primeiros socorros. Gisele Távora foi encaminhada para uma unidade de saúde, mas não resistiu ao ferimento.

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