terça-feira, 25 de junho de 2019.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

"você jamais será livre sem uma imprensa livre." - Venelouis Xavier Pereira

Capital registra incêndios e bombas em 9º dia

sexta-feira, 11 de janeiro 2019

Imprimir texto A- A+

O nono dia de ataques voltou a contar com focos de violência em Fortaleza e na Região Metropolitana. Após 48 horas de aparente tranquilidade, com excelente das ordens silenciosas de toques de recolher, por parte do crime organizado, a população voltou a conviver com veículos incendiados, explosivos detonados em lugares públicos, além de apreensão de combustível que possivelmente seria usado para novos atos contra prédios públicos e unidades do transporte urbano. O medo continua instalado na Capital e pelo visto, sem pressa para ir embora.

Logo na primeira hora do dia, uma bomba, de provável fabricação artesanal, explodiu no bairro Parangaba – junto à estrutura da Linha Sul do metrô de Fortaleza. O impacto da detonação deixou um buraco na base de sustentação da estação ferroviária e causou danos nas redondezas. Residências foram afetadas com telhas quebrados, portões rompidos, vidraças estilhaçadas. O estrondo foi ouvido em diversos bairros, mesmo há quilômetros de distância.

“Eu estava dormindo, quando escutei aquele papoco gigantesco, a princípio achei que fosse um trovão, já que tinha chovido na madrugada, mas foi algo muito maior, mais potente, meu cachorro começou a latir desesperadamente, minha filha acordou chorando muito, fui para a porta de casa e vi várias luzes acendendo em outras residências, ouvi gritos, pensei logo no pior. Nunca tinha ouvido algo assim. Só pela manhã, que soubemos que era uma bomba, ali, no metrô. Que coisa horrível. As coisas estão passando dos limites, pessoas podiam ter morrido”, afirmou Vânia Damasceno, enfermeira, que mora nas proximidades de onde houve a detonação do artefato.

A explosão, no entanto, não afetou a estrutura da estação. A conclusão foi dos engenheiros responsáveis pelo Metrofor, que estiveram, logo cedo, analisando os estragos causados pelo novo atentado. O metrô chegou a ter seu funcionamento interrompido por algumas horas, porém foi liberado para voltar a circular diante da seguridade da avaliação técnica. O rombo deixado pela explosão foi consertado pela manhã. Vale ressaltar que, horas antes, agentes da Força Nacional de Segurança retiraram um outro artefato explosivo que estava posicionado muito próximo ao que foi detonado.

Pela manhã, equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas para debelar um incêndio no bairro São Bento, pertencente ao Grande Bom Jardim, mais precisamente no cruzamento das ruas E e J. Era um ônibus que havia sido atacado por incendiários e estava em chamas. A fumaça negra atingiu mais de 20 metros de altura e chamou atenção. O fogo foi controlado e ninguém ficou ferido.

Horas mais tarde, uma van de transporte escolar, que também era utilizada para fretes e locomoção de fiéis para retiros religiosos, também foi incendiada por membros de grupos criminosos, no bairro Mondubim. Moradores da rua E, onde estava o veículo, afirmaram escutar um pequeno estrondo e depois sentir o cheiro de fumaça, quando perceberam o automóvel já em chamas, acionando imediatamente a proprietária da van, que não estava em sua residência. Ninguém conseguiu identificar os autores do ataque.

Clandestino

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), localizou um depósito clandestino, no bairro Jangurussu, onde foram encontrados cerca de 7 mil litros de combustível armazenados em reservatórios de mil litros e 500 mililitros. Os policiais civis chegaram ao endereço após receberem denúncia anônima por meio do Whats-Denúncia da Polícia Civil.
Conforme levantamentos da Draco, o local seria usado para distribuição de combustível com a finalidade de concretizar as ações criminosas contra prédios públicos e coletivos na Capital.

Instagram

[instagram-feed]

Facebook

Twitter