sexta-feira, 20 de setembro de 2019.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

"você jamais será livre sem uma imprensa livre." - Venelouis Xavier Pereira

“Colchão milagroso”: MPCE alerta para golpe contra idosos

terça-feira, 30 de julho 2019

Imprimir texto A- A+

Um tipo de negócio que tem deixado muita gente desapontada e revoltada por causa das promessas falsas acerca de melhoria na vida de idosos. Trata-se do famoso golpe do “colchão milagroso”. Vendedores visitam as casas das vítimas, geralmente pessoas com idade mais avançada, persuadindo-as a comprar um suposto colchão magnético, que teria propriedades para auxiliar no tratamento de várias doenças, como artrite, artrose, doenças respiratórias, dentre outras.

O Ministério Público do Ceará (MPCE), por meio do Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon), chama a atenção dos consumidores para que fiquem atentos ao produto oferecido, pois não passa de mais uma propaganda enganosa.
O Decon recebeu uma denúncia sobre o caso neste mês julho, porém o mesmo tipo de golpe já havia sido registrado pelo órgão de defesa do consumidor em 2016 e 2018, com abertura de processo administrativo. Qualquer cidadão que tenha informações sobre o golpe ou tenha sido vítima, pode procurar o órgão para abrir reclamação.

Um dos cidadãos que procurou o Decon relatou que adquiriu um desses colchões magnéticos em agosto de 2016, com certificado de garantia de 15 anos, pagando mensalmente o valor de 230 reais pelo período de seis anos e dois meses. Porém, em março de 2019, o produto apresentou vício e mal funcionalidade. Portanto, o consumidor entrou em contato com o vendedor informando o ocorrido. Até a presente data, nada foi resolvido.

Na denúncia, o comprador afirma que foi coagido a adquirir o produto, que em nenhum momento houve informações quanto ao valor total que seria pago, sendo informado do valor de cada parcela só após a assinatura do contrato. Na época, o vendedor providenciou toda a papelada, e as parcelas foram descontadas mensalmente de seu benefício. De acordo com o Decon, os responsáveis realizam propaganda enganosa, pois, segundo os relatos, o colchão não apresenta nenhum benefício para quem o utiliza, já que não diminui dores nem alivia qualquer outro sintoma.

“Eles fizeram comigo um negócio, e depois percebi que havia sido enganado. É um produto caro, adquiri em virtude das dores que a mãe sentia, reclamava muito e quando ouvi falar desse colchão procurei saber como funcionava. Me passaram que era, de fato, algo quase milagroso, que as dores iriam amenizar bastante, fui iludido ao comprar achando que teria todos esses benefícios, mas na prática não serviu de nada. Minha mãe hoje é falecida e morreu sentindo as mesmas dores, não vimos melhora nenhuma. Daí, pesquisei e vi que se tratava de um golpe. Fui enganado”, revela um comprador, que preferiu não se identificar.

• O golpe
De acordo com as vítimas, vendedores persuasivos realizam visitas domiciliares para vender o suposto “colchão magnético”. O produto é vendido como um auxiliar no tratamento de várias doenças, como artrite, artrose, doenças respiratórias, entre outras. Ao fechar o negócio, o vendedor faz o cidadão assinar um contrato e cobra um preço alto. Quando o consumidor descobre que caiu em um golpe, tenta desfazer a compra, mas não consegue por causa do “prazo de arrependimento”, estabelecido no art. 49 do Código de Defesa do Consumidor, que estabelece limite de sete dias para compras realizadas fora do estabelecimento comercial.

Instagram

[instagram-feed]

Facebook

Twitter