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Como o estilo de vida influencia na sua relação com a balança?

segunda-feira, 11 de fevereiro 2019

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Perder uns quilinhos é o desejo de muita gente, que está em conflito com a balança. Mas em muitos casos, essa meta não está associada a busca pela melhoria da qualidade de vida. As diversas atividades do dia a dia acabam impondo às pessoas poucas horas disponíveis para se alimentar adequadamente e praticar atividades físicas, além de uma grande quantidade de situações estressantes e aí os embutidos, fast e junk-foods acabam sendo as primeiras opções.
Mas a conta sempre aparece nos quilinhos a mais que revelam, mesmo que, discretamente, problemas ocultos como hipertensão, diabetes e diversas outras inflamações e doenças. Subir a balança e se espantar com o número não deve ser o fator impulsionador para mudar a situação.
Para o médico nutrólogo André Guanabara, o desejo de emagrecer sem um objetivo ligado a saúde está fadado a frustrações. “As pessoas precisam tomar consciência do seu estilo de vida e buscar condições para viver bem e alcançar uma longevidade saudável. Se o foco é emagrecer, há o risco do efeito sanfona, se o foco é viver bem e saudável, emagrecer vai ser uma consequência”.
A maquiadora Izadora Almeida, de 29 anos, chegou a pesar 95,100Kg acompanhados de diversos problemas como fadiga excessiva e sono irregular. Ela tomou uma decisão que foi fundamental para a qualidade de vida que alcança a cada dia. “Mudei completamente meus hábitos alimentares, minha rotina de exercícios físicos e a minha autoestima! Sou outra pessoa não só por fora, mas em todos os outros aspectos. Ganhei qualidade de vida e sai do sedentarismo. Mas o mais legal para mim é ver que as pessoas se inspiram na minha história e veem que sim é possível”, revela.

Regras
Nessa busca pela saúde e emagrecimento saudável o planejamento e o acompanhamento profissional são fundamentais. Ter horários definidos para se alimentar também faz a diferença, bem como investir nas oleaginosas e vegetais em geral. É importante descascar mais e desembalar menos. Conhecer o valor nutricional de cada alimento e incluir na dieta diária os que fazem bem à saúde, evitando excessos.
“Nem sempre, ao se alimentar, você está nutrindo seu corpo. Uma alimentação contrária a natureza do homem, repleta de conservantes, aditivos químicos, sal, açúcar, farinha branca, modificações por processo de refinação, nos deixam repletos de radicais livres, espalhando toxinas por todas as células do corpo”, alerta Guanabara”.

Atividades
Em conjunto com a alimentação a prática de atividades físicas e a higienização do sono são etapas importantes para alcançar uma vida saudável. A Organização Mundial da Saúde (OMS) orienta que são necessários, pelo menos, 150 minutos semanais de atividade física leve ou moderada, ou seja, 20 minutos por dia, ou 75 minutos de atividade física de maior intensidade por semana. Adultos que praticam caminhadas, realizam atividade de lazer, bebem moderadamente, não fumam e evitam a obesidade são menos propensos a sofrer com insuficiência cardíaca, em comparação aos que se importam pouco com esses fatores de risco para doenças.
A falta de uma boa noite de sono aumenta a resistência do corpo à insulina, contribuindo para o desencadear do diabetes. Pesquisas confirmam que pacientes diabéticos apresentam dificuldades para dormir e, dessa forma, acabam complicando ainda mais o controle da doença. A memória também é beneficiada com um sono regular.
Pessoas que têm boas noites de sono conseguem absorver melhor as informações recebidas ao longo do dia, isso porque proteínas responsáveis pelas conexões neurais, fundamentais para o aprendizado e a memória são produzidas durante o repouso. Uma boa noite de sono contribui diretamente para a memória. Quando não se dorme bem, a memória fica falha, a pessoa apresenta irritabilidade, cansaço, dor de cabeça e indisposição.

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